Denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) revelou que parte dos recursos desviados pelo ex-presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima, foi utilizado para pagamento de viagem a Disney. As constatações foram feitas após ter sido denunciado pelo Ministério Público do Estado, por crimes de peculato e de constituição de organização criminosa. O ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá responderá agora pela prática do crime de lavagem de dinheiro. Além dele, também foram denunciados Gleisy Ferreira de Souza, Guedey Araújo, Luciano Cândido Amaral e Lucas Henrique do Amaral.
De acordo com o Gaeco, a denúncia é resultado do compartilhamento das informações obtidas pela 13ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa que tratam de desvios de verbas públicas na Câmara de Vereadores. O esquema era feito por meio da simulação de entrega de materiais e de prestação de serviços gráficos realizados pela empresa Propel Comércio de Materiais Ltda ME.
Depois de trazer à tona detalhes do esquema de desvio de recursos públicos, o Gaeco concentrou as investigações em torno do destino dado ao dinheiro e os trabalhos começam a apresentar resultados: Na denúncia, os membros do Gaeco relatam que parte do dinheiro foi utilizado para pagamento de viagem internacional para Disney na cidade norte-americana de Orlando; outra para aquisição de um veículo automotor Porsche/Boxter Conversível Esporte e também para a reforma da casa do seu ex-sogro e ex-presidente da AL, deputado José Geraldo Riva. Todos os pagamentos foram efetuados por João Emanuel com a utilização de cheques da Propel.
Na primeira ação penal, que está em trâmite na Vara Especializada do Crime Organizado, o Gaeco apurou desvios na ordem de R$ 1.542.075,76. As investigações continuam e a previsão é de que novas denúncias possam realizadas.
Operação Aprendiz
João Emanuel teve seu mandato cassado no dia 25 de abril de 2014. Ele tinha o nome envolvido em casos de corrupção denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Nas denúncias do MPE, o ex-vereador foi acusado de usar o cargo de vereador para cometer fraudes no Legislativo Municipal. Pesam contra ele as acusações de formação de quadrilha, fraude em licitação, falsificação de documento público, estelionato, peculato, entre outras.
No dia 26 de março de 2014, um mês antes de ter seu mandato cassado, João Emanuel foi preso pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele passou dois dias na cadeia e foi liberado.
Na "Operação Aprendiz", que desbaratou um esquema criminoso de desvio de dinheiro público por meio de fraude em licitação no âmbito das compras realizadas pela Câmara Municipal.
Um empresário do ramo gráfico que participava do esquema resolveu entregar todo o caso, o que levou o MPE a descobrir a existência e modus operandi de outro esquema ainda maior, que acontecia na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e era supostamente chefiado pelo "mentor" de João Emanuel, o ex-deputado José Riva.
Com assessoria


