Os servidores públicos federais em greve interromperam durante toda a manhã desta terça-feira (15) o trânsito na BR 364, no KM 329, nas proximidades do IFMT Campus São Vicente. O bloqueio faz parte do calendário de mobilizações, e conta com a participação de servidores do IFMT, da UFMT, do INSS e de estudantes, através do Sinasefe (seções sindicais São Vicente e Cuiabá), Adufmat e Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT.
Com materiais de divulgação, os trabalhadores pretendem dialogar com a população sobre os motivos das greves, que em algumas instituições já dura mais de 3 meses. Além disso, tentam demonstrar que o discurso de crise, utilizado para justificar os cortes na Saúde, Educação e Previdência, só prejudicam os trabalhadores, enquanto os grupos mais ricos continuam intactos.
Os servidores pretendem chamar a atenção e conscientizar a sociedade para a situação enfrentada pelos trabalhadores destas e de outras instituições, e também em relação à situação econômica brasileira, a dívida externa, o sucateamento da educação (corte de quase R$ 10 bilhões), dentre outros pontos de pauta.
Dentre os pontos de pauta do Sinasefe estão:
Em defesa do serviço público, contra os cortes do orçamento e 10% do PIB para a Educação Pública já;
Reajuste linear (reposição da inflação) no índice de 27,3%;
Auditoria da dívida, com a suspensão do pagamento da dívida pública;
Estabelecimento de Data-base em 1º de maio;
Isonomia de benefícios (auxílio-alimentação, auxílio-saúde, etc) com os outros poderes e com os servidores do TCU;
Paridade entre os servidores ativos, aposentados e pensionistas;
Não ao PLC 30/15 sobre as terceirizações que retira direito dos trabalhadores;
Retorno dos anuênios para todos os SPF (1% sobre o vencimento básico para cada ano trabalhado);
Extinção do fator previdenciário.
Carreira Única dos Trabalhadores da Educação Federal com reestruturação das carreiras dos TAE e dos docentes;
Democratização das Instituições Federais de Ensino;
Isonomia de tratamento entre os docentes da carreira do EBTT com os docentes do Magistério Superior;
30 horas sem restrição para todos os TAE;
Contra o Ponto Eletrônico para os TAE;
Defesa do RSC para os técnicos e pelo reconhecimento do RSC para os aposentados (técnicos e docentes);
Uniformização das políticas de progressão para todos os docentes da Rede Federal de
Ensino, principalmente quanto às diferenciações que ainda existem para os docentes das IFES Militares.
(Assessoria)



