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Canoeiro confessa ter jogado filho de 4 meses em rio no AM

O pai do bebê Pablo Pietro, de 4 meses, confessou em depoimento que foi ele quem jogou a criança no Rio Negro, em Manaus, no dia 14 de agosto. A informação foi confirmada ao G1 pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, responsável pela investigação.

Segundo o delegado, Josias de Oliveira Alves, de 29 anos, fez a confissão na presença dos três advogados na tarde de terça-feira (8), na sede da DEHS, durante novo interrogatório.

Alves está preso desde o dia 21 de agosto, quando se apresentou à polícia. Até então, ele acusava a mãe da criança, Cleudes Maria Batista, de 23 anos, do crime.

Já Cleudes foi presa no dia dia 3 de setembro, enquanto prestava depoimento na sede DEHS. A prisão preventiva foi decretada pela juíza Mirza Telma, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. A polícia alegou que ela teve "atitudes prejudiciais à investigação". "Ela não colabora e atrapalha a investigação porque mentiu algumas vezes. Isso é atrapalhar a investigação", justificou o delegado Ivo Martins.

Contradições
Durante as investigações, a polícia identificou contradições nos depoimentos dos pais, que faziam acusações mútuas e apresentavam versões "fantasiosas", segundo o delegado Ivo Martins.  Eles prestaram vários depoimentos e duas acareações foram feitas.

Entenda o caso
Segundo investigação da Polícia Civil, a mãe do bebê, que mora em Manacapuru, a 68 km de Manaus, teria viajado para a capital para conversar com o pai da criança sobre o valor da pensão alimentícia do filho.

Os dois teriam se encontrado no início da noite do dia 14 de agosto e, após uma discussão entre eles, o pai teria jogado o bebê no Rio Negro. Apesar das buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros desde o dia em que a criança foi arremessada ao rio, os militares não conseguiram localizar nenhum vestígio do bebê.

Durante acareação entre o pai e a mãe do bebê, no dia 27 de agosto, o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros informou que Josias Alves sequer sabia o nome do próprio filho.

Cleudes Batista possui passagem pela polícia pelo crime de agressão física. Também tem registro no Conselho Tutelar de Manacapuru em relação ao bebê desaparecido e ao filho mais velho dela, segundo a polícia.

Fonte: G1

Redação

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