Após nove horas de julgamento realizado nesta terça-feira (1º), em Santos, no litoral de São Paulo, a idosa Clarice Mariana de Oliveira, de 62 anos, foi condenada a 14 de anos de prisão pela morte de Cristiano Gomes da Silva, o "Pinguim", em março de 2012. A sogra da acusada, Gilda Barbosa da Silva, de 77 anos, também estava no banco dos réus, mas foi absolvida pelo juri.
Clarice e a sogra eram acusadas de empurrar a vítima do 11º andar do prédio onde elas moravam, no bairro Embaré. Cristiano trabalhava como entregador de marmitas para Clarice, que morava no apartamento com Gilda.
A idosa foi condenada pelo crime de homicídio duplamente qualificado e poderá recorrer da decisão em liberdade. O advogado de defesa das idosas, Alex Ochsendorf, adiantou que irá recorrer da sentença.
Após investigação, a Polícia Civil descartou as hipóteses de suicídio e acidente. A família da vítima também diz não acreditar em suicídio. À época, Clarice e Gilda declararam inocência. "Estou à disposição da Justiça e também quero saber quem cometeu esse crime. Ele era um rapaz muito querido, do bem", disse Clarice.
Julgamento
O julgamento teve início por volta das 10h30 e, no total, foram ouvidas cinco testemunhas – três delas moradores do prédio onde ocorreu o crime.
Uma das pessoas ouvidas, moradora do 11º andar, afirma ter ouvido vozes femininas durante a discussão. Quando saiu do apartamento, a testemunha viu as idosas próximo ao local de onde Cristiano caiu.
Também foram ouvidos a viúva da vítima e o policial militar que atendeu a ocorrência.
Bruno Amaral de Carvalho, assistente de acusação, afirma que o surfista era uma pessoa alegre. "Ele só frequentava o prédio para ir à casa das acusadas. O Cristiano era uma pessoa alegre e amante do esporte", disse.
Já o advogado das idosas explica que a defesa não vê provas contra as acusadas.
"O juiz da 1º fase processual verificou que não havia nenhuma prova contra elas. E é isso que a defesa vai demonstrar, tanto na questão pericial, que é totalmente inconclusiva, quanto na questão testemunhal", afirma Ochsendorf.
Fonte: G1



