Sem acordo com o Governo os trabalhadores da educação aprovaram nesta segunda-feira (08) estado de greve, seguido de indicativo de greve. Eles cobram a reposição inflacionária de forma integral e não parcelada, como o Secretário de Gestão, Júlio Modesto apresentou em maio. O período, intercalado pelo recesso escolar de julho, será dado para que o governo reavalie a proposta e avance nas negociações.
“A Assembleia Geral é soberana e nenhuma decisão é definida sem a consulta coletiva”, ressalta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes do Nascimento. A fala do presidente se deve informação publicada na mídia, pelo governo, de que o Fórum Sindical em reunião com o governador teria concordado com a proposta de parcelamento do reajuste do piso salarial.
Um movimento coletivo, formador por representantes sindicais de vários sindicatos do serviço público, intitulado Frente de Luta em Defesa do Serviço Público e dos Trabalhadores, realizará dia 17 de junho uma paralisação geral.
Dia 12, antecipando a paralisação, o Sintep irá se reunir para discussões sobre as condições dos serviços públicos e do servidores nos municípios. “Devemos comparecer a todos os atos do governador cobrando nossos direitos”, destaca o presidente do Sintep Várzea Grande, e secretário de Comunicação do Sintep-MT, Gilmar Soares.
A mobilização estadual terá uma campanha lançada pelo Sintep-MT: “Direitos a gente quer por inteiro”. Cartazes, panfletos e outros meios de divulgação serão produzidos para mostrar a sociedade a indignação dos educadores e das demais categorias.



