Nacional

MP de SC denuncia e pede prisão preventiva de Pizzolato

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou por falsidade ideológica ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Com base em tratado de cooperação judiciária com a Itália, o MP também pediu a prisão preventiva de Pizzolato.

O ex-diretor do BB estava preso na Itália, onde tem cidadania. No último dia 28, a Justiça italiana negou pedido de extradição e libertou Pizzolato, catarinense condenado no Brasil a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão do PT.
Na denúncia por falsidade ideológica, a acusação detalha como o ex-diretor teria forjado e utilizado documentos falsos durante a fuga do Brasil no ano passado, de acordo com o procurador da República Nazareno Jorgealém Wolff, de Lages (SC). Segundo a acusação, ele teria se passado pelo irmão, que morreu em 1978. 

A denúncia do MPF foi encaminhada à 1ª Vara da Justiça Federal na última quinta-feira (6) e será analisada pela juíza federal de Lages, Giovana Cortez.

De acordo com o procurador da República, Pizzolato teria cometido o crime sete vezes, utilizando os documentos falsos por 12 vezes, nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo o MPF, a acusação descreve os locais, datas e o modo nos quais o ex-diretor se passou pelo irmão Celso, morto em um acidente de carro no Paraná. Pizzolato se passou pelo familiar para obter o passaporte brasileiro, que permitiu a ele sair do Brasil e fugir para o país europeu, após a decretação da prisão no mensalão.

“A obtenção desse falso passaporte, crime para o qual teve de praticar uma série de atos antecedentes, num planejado e dedicado iter criminis, resultou na "recriação jurídica da personalidade" de Celso Pizzolato, ressuscitado do ponto de vista documental”, escreve o procurador.

Na denúncia, o procurador narra uma série de viagens e procedimentos de Henrique Pizzolato, entre 2007 e 2008, junto à Receita Federal, Justiça Eleitoral, Polícia Federal para regularizar CPF e emitir novo título eleitoral e passaporte em nome de Celso. Na época, o processo do mensalão ainda começava a tramitar no Supremo Tribunal Federal, com a aceitação da denúncia da Procuradoria Geral da República.

O MPF também apresentou representação à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro por sete crimes eleitorais que o ex-diretor do BB teria cometido no estado.

Entenda o caso

Condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, Pizzolato fugiu para a Itália em setembro do ano passado, mas foi preso em Maranello em fevereiro deste ano. Desde então, ficou preso em Modena aguardando o julgamento da extradição. Recentemente, a Justiça italiana negou sua extradição para o Brasil e ele foi solto para responder ao processo em liberdade.

Ele alega inocência no processo do mensalão, afirmando que o pagamentos do Banco do Brasil para agências de Marcos Valério foram autorizados para serviços efetivamente prestados.

Ao ser solto, no final de outubro, ao ser questionado se tinha valido a pena ter fugido do Brasil, ele respondeu: "Eu não fugi, eu salvei minha vida. Você não acha que salvar a vida não vale a pena?", afirmou, em entrevista a jornalistas.

G1

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus