Com 10 dias de antecedência em relação ao ano passado, Mato Grosso ultrapassou R$ 50 bilhões em arrecadação de tributos municipais, estaduais e federais em 2026. A marca foi atingida nesta terça-feira (3), enquanto em 2025 o mesmo valor foi alcançado apenas em 13 de novembro. O montante pode ser acompanhado no telão do Impostômetro, instalado em frente à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
O valor acumulado representa 85,9% de toda a arrecadação registrada ao longo de 2025, quando o estado recolheu R$ 58,2 bilhões em impostos. Segundo análise da Fecomércio-MT, o resultado evidencia a força da economia mato-grossense e o volume de recursos movimentados no estado.
Para o presidente da entidade, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, o crescimento da arrecadação precisa ser acompanhado por uma gestão eficiente do dinheiro público. “É importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores”, afirmou.
Entre as principais fontes de arrecadação estão o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias, no âmbito federal; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na esfera estadual; e o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), nos municípios.
Arrecadação nos municípios
Entre os dez municípios mais populosos de Mato Grosso, Cuiabá lidera a arrecadação, com R$ 1,38 bilhão, seguida por Rondonópolis, com R$ 280 milhões, e Sinop, com R$ 209 milhões. Várzea Grande aparece na sequência, com R$ 148 milhões, enquanto Sorriso soma R$ 114 milhões e Lucas do Rio Verde, R$ 111 milhões. Completam a lista Primavera do Leste (R$ 80 milhões), Tangará da Serra (R$ 79 milhões), Cáceres (R$ 61 milhões) e Barra do Garças (R$ 30 milhões).
