A Polícia Militar de Mato Grosso intensificou o monitoramento de redes sociais em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) após receber denúncias de que supostos integrantes de facções criminosas estariam intimidando e ameaçando internautas. As ameaças vêm ocorrendo na seção de comentários de portais de imprensa, direcionadas a cidadãos que manifestaram apoio a uma ação policial recente que culminou na morte de dois suspeitos.
Os indivíduos que morreram no confronto com a Força Tática foram identificados como Maicon Douglas de Jesus Melo, de 18 anos, e Jhonathan Leandro da Silva, de 35 anos.
Alerta da Polícia Militar sobre retaliações virtuais
Em pronunciamento oficial, o comandante-adjunto do 4º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Wanderson Da Silva Sá, confirmou a identificação das tentativas de coerção em ambiente virtual contra a população que apoia as forças de segurança.
“E em seus comentários, temos percebido que alguns agentes faccionados, ou pseudo-faccionados, têm realizado ameaças, têm realizado algum tipo de retaliação contra as pessoas que fazem alguns comentários em favor da Polícia Militar, em favor das ações da segurança pública”, declarou o oficial.
O confronto e a dinâmica da ocorrência
A intervenção policial teve origem após a equipe da Força Tática receber informações de que a dupla havia efetuado o sequestro de um cidadão na região do bairro Jardim Maracanã. Os criminosos pretendiam transportar a vítima em uma caminhonete Fiat Strada para executá-la em outro ponto da cidade.
Durante as buscas, os militares localizaram o veículo e iniciaram o acompanhamento tático. Mesmo com as ordens de parada emitidas pelos policiais, o condutor desobedeceu. Na sequência, um dos ocupantes colocou parte do corpo para fora da janela da caminhonete e disparou contra a viatura da PM.
Os policiais reagiram à agressão, atingindo o suspeito. Assim que a caminhonete parou, os militares avançaram para a abordagem e constataram que o segundo ocupante também estava armado e prestes a atirar contra a guarnição, sendo igualmente alvejado para conter a ameaça.
Encerramento e investigações
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas ao local e atestaram o óbito de Maicon e Jhonathan. O local do confronto foi isolado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, e os corpos foram removidos ao Instituto Médico Legal (IML).
Até o registro da ocorrência, o paradeiro da vítima que teria sido sequestrada permanecia desconhecido. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que também apura a autoria das ameaças virtuais direcionadas aos leitores e moradores da região.

