Mato Grosso alcançou a marca de 508.762 micro e pequenas empresas (MPEs) ativas, registrando um crescimento de 21,2% na abertura de novos negócios no período de janeiro a agosto de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. O índice estadual superou com folga a média nacional de expansão, que ficou em 14,3%.
Os dados foram divulgados pelo Sebrae/MT em celebração ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, comemorado nesta segunda-feira (5 de outubro). Atualmente, o Brasil contabiliza aproximadamente 24 milhões de MPEs em pleno funcionamento.
Distribuição Setorial e Distribuição Geográfica em MT
O setor de Serviços lidera o volume de pequenos negócios no estado, seguido pelo comércio e construção civil. No recorte por municípios, a Capital concentra o maior polo empreendedor do estado.
Por Setor Econômico
- Serviços: 259.546 empresas
- Comércio: 143.525 empresas
- Construção Civil: 48.296 empresas
- Indústria: 44.663 empresas
- Agropecuária: 12.732 empresas
Principais Municípios em Concentração de MPEs
- Cuiabá: 166.522 empreendimentos
- Rondonópolis: 56.648 empreendimentos
- Sinop: 38.902 empreendimentos
- Tangará da Serra: 37.875 empreendimentos
Fortalecimento Econômico e Empreendedorismo Feminino
A diretora-superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, destacou que a consolidação dos pequenos negócios é essencial para conectar as cadeias produtivas locais, gerar emprego, renda e diversificar a economia dos municípios.
A executiva destacou ainda a importância estratégica de impulsionar o empreendedorismo feminino no estado como ferramenta de desenvolvimento e autonomia econômica: “Estimular mulheres na criação e na expansão de seus próprios negócios significa ampliar a capacidade econômica do estado. Nosso compromisso é fortalecer essa autonomia, desenvolvendo competências de gestão, liderança e inovação”.
20 Anos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa
O balanço positivo coincide com as comemorações dos 20 anos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/2006). Marco regulatório do setor, a legislação instituiu o Simples Nacional, desburocratizou processos e reduziu barreiras fiscais.
- Agilidade na Abertura: Antes da lei, o tempo médio para formalizar uma empresa no Brasil era de 70 dias. Duas décadas depois, impulsionado pela digitalização, o prazo caiu para menos de 24 horas.
- Inclusão Produtiva: Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o Simples Nacional consolidou-se como a maior política de inclusão produtiva da história do país, assegurando tratamento diferenciado e acesso ao crédito a quem começa pequeno.
