O bolso dos mato-grossenses já desembolsou R$ 40 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais até esta quinta-feira (3). Os dados do Impostômetro da Fecomércio-MT ilustram a dimensão da carga tributária no estado, cujo montante equivale a 1,25% de todo o recolhimento nacional, que soma atualmente R$ 2,73 trilhões.
O saldo de R$ 40 bilhões aponta um avanço de 3,44% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. O ritmo acelerado fez com que a marca fosse atingida com oito dias de antecedência em relação ao ano anterior, aproximando-se rapidamente do total de R$ 58,2 bilhões registrados ao longo de todos os 12 meses do ano passado.
ICMS e o Dinamismo Econômico
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o crescimento das receitas públicas é um reflexo direto do dinamismo das atividades locais, impulsionado sobretudo pelo desempenho do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território. Essa arrecadação mostra o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”, explicou o presidente.
Em âmbito federal, o recolhimento é liderado pelo Imposto de Renda e pelas contribuições previdenciárias (que somam nacionalmente R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente). Já nos municípios, o fluxo de caixa é alimentado, em especial, pelo ISS e pelo IPTU.
Descentralização e Ranking dos Municípios
Um levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) reforça que o “motor tributário” do estado está descentralizado. O crescimento das receitas públicas avança além da capital, acompanhando a forte expansão das cidades-polo do interior.
As cidades mato-grossenses com maior volume de arrecadação municipal gerada são:
- Cuiabá: R$ 830 milhões
- Rondonópolis: R$ 224 milhões
- Sinop: R$ 167 milhões
- Várzea Grande: R$ 118 milhões
- Sorriso: R$ 91 milhões
- Lucas do Rio Verde: R$ 88 milhões
Apesar do saldo positivo, o IPF-MT alerta que, embora o aquecimento dos negócios expanda a arrecadação, é indispensável que o poder público atue com eficiência na gestão desse montante, criando as condições necessárias para sustentar o desenvolvimento contínuo de Mato Grosso.
