O valor do vale-refeição tem sido cada vez menos suficiente para cobrir as despesas com alimentação dos trabalhadores em Mato Grosso. Levantamento da Pluxee, empresa especializada em benefícios corporativos, mostra que, no primeiro semestre de 2026, o benefício foi suficiente, em média, para custear apenas nove dias úteis de refeições no Estado.
O estudo aponta que o gasto médio por transação chegou a R$ 50,78, elevando a necessidade de complementação com recursos próprios. O desembolso mensal médio dos trabalhadores passou de 114,5% do valor do benefício no primeiro semestre de 2025 para 116,9% no mesmo período deste ano, um aumento de 2,4 pontos percentuais.
Os dados também revelam diferenças no comportamento de consumo entre os canais de compra. Nas transações online, o tíquete médio foi de R$ 58,86, enquanto nas compras presenciais ficou em R$ 49,88. Segundo a Pluxee, essa diferença demonstra que os trabalhadores têm adaptado seus hábitos para otimizar o uso do benefício e adequar os gastos ao orçamento disponível.
De acordo com o diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee, Antônio Alberto Aguiar, o Tombé, o vale-refeição vai além de um benefício financeiro e representa uma forma de valorização dos colaboradores. Ele afirma que, diante da pressão sobre o poder de compra, acompanhar a efetividade do benefício é essencial para garantir que ele continue cumprindo seu papel de apoiar a alimentação e o bem-estar dos trabalhadores.
Em âmbito nacional, o levantamento mostra que o vale-refeição também passou a cobrir, em média, apenas nove dias úteis por mês em 2026, ante dez dias no primeiro semestre de 2025. A pesquisa indica ainda que a necessidade média de complementação superou 100% do valor do benefício, reflexo do descompasso entre a inflação da alimentação fora do domicílio, que foi de 6,22%, e o reajuste médio do vale-refeição, de apenas 1,5%, obrigando os trabalhadores a desembolsarem, em média, R$ 589 por mês para completar os gastos com alimentação.

