O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), fez duras críticas à atuação do senador Carlos Fávaro (PSD) durante o período em que comandou o Ministério da Agricultura e Pecuária. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (22), em entrevista ao programa No Ar, apresentado pelo jornalista Geraldo Araújo.
Segundo Galvan, ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a gestão de Fávaro no governo federal não atendeu às principais demandas do setor agropecuário e falhou em entregar resultados concretos aos produtores rurais.
“Pensa no ministro, zero! […] Se ele fizesse metade do que fala, nós seríamos os caras mais felizes do mundo”, disparou o pré-candidato.
Principais críticas à gestão
Durante a entrevista, Galvan detalhou os motivos de sua insatisfação com as políticas adotadas pelo Ministério da Agricultura sob a liderança do senador pessedista:
- Acesso ao crédito: Galvan criticou as medidas anunciadas para socorrer os produtores afetados por problemas climáticos, como as estiagens e enchentes recentes. Para ele, a burocracia torna as linhas de crédito inacessíveis na prática. “O acesso a esse recurso é igual procurar uma agulha no palheiro”, comparou.
- Propostas ignoradas: O pré-candidato alegou que diversas entidades ligadas ao agronegócio apresentaram propostas estruturadas envolvendo financiamento, pesquisa e apoio ao produtor, mas que foram ignoradas pelo ministério.
- Falta de ações abrangentes: Ele afirmou não ter identificado ações suficientes que beneficiassem pequenos, médios e grandes produtores de forma equitativa, fazendo a ressalva de que eventuais vantagens teriam se concentrado apenas em grandes grupos do setor.
- Emendas parlamentares: Sem apresentar documentos comprobatórios, Galvan também levantou questionamentos sobre a aplicação de emendas parlamentares ligadas ao senador Carlos Fávaro.
O outro lado
A assessoria do senador Carlos Fávaro (PSD) foi procurada pela reportagem original para comentar as declarações de Antônio Galvan, mas não emitiu resposta até o momento da publicação. O espaço permanece aberto para manifestações futuras do parlamentar.


