O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), apontou a falta de acesso à moradia como uma das principais travas para o desenvolvimento dos municípios do estado. Em entrevista na manhã desta quinta-feira (9), o parlamentar destacou que o déficit habitacional pune desde as pequenas cidades até os grandes polos do agronegócio.
Segundo dados do Relatório do Déficit Habitacional no Brasil, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP), Mato Grosso possui hoje uma carência de mais de 100 mil moradias.
“Nosso estado é continental, gigante. Tem região que a gente consegue desenvolver bem, como as do agro, que têm uma saúde melhor e mais qualidade de vida. E outras regiões onde falta asfalto, por exemplo. Mas algo que afeta os municípios como um todo é a questão da moradia”, avaliou o deputado.
O peso do aluguel e a fuga de profissionais
Para ilustrar como a crise habitacional afeta diretamente a prestação de serviços públicos, Max Russi citou a dificuldade das cidades ricas do agro para atrair e reter mão de obra.
Ele relatou que, durante as articulações para a convocação dos policiais militares aprovados no concurso de 2022, parte dos agentes desistiu de assumir os postos no interior devido ao alto custo de vida nessas localidades — puxado, sobretudo, pela escalada imobiliária.
“O aluguel é caro, é difícil o cara se instalar, então isso pesa na balança. A moradia é algo em que nós precisamos avançar muito nos próximos anos, construir muito. E não é só nas cidades de menor desenvolvimento, é em todos os municípios de Mato Grosso”, alertou o presidente da ALMT.
Foco no social: Vila Aconchego
Com o histórico de ter liderado a entrega de mais de mil casas populares quando foi prefeito de Jaciara (a 147 km de Cuiabá), Max Russi tem focado em novos modelos de habitação.
O principal exemplo recente é a Vila Aconchego, o primeiro condomínio público, gratuito e exclusivo para idosos em vulnerabilidade social do estado. Inaugurado neste mês, o projeto saiu do papel graças a um repasse de R$ 12 milhões do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Jaciara.
O residencial foge do modelo tradicional e entrega 54 casas adaptadas e cercadas por infraestrutura de apoio, que inclui:
Ambulatório para acompanhamento médico permanente.Presidente da ALMT aponta aluguéis caros e cobra avanço nas políticas de habitação
Academia ao ar livre e pista de caminhada;
Salão de festas e amplos espaços de convivência;
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), apontou a falta de acesso à moradia como uma das principais travas para o desenvolvimento dos municípios do estado. Em entrevista na manhã desta quinta-feira (9), o parlamentar destacou que o déficit habitacional pune desde as pequenas cidades até os grandes polos do agronegócio.
Segundo dados do Relatório do Déficit Habitacional no Brasil, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP), Mato Grosso possui hoje uma carência de mais de 100 mil moradias.
“Nosso estado é continental, gigante. Tem região que a gente consegue desenvolver bem, como as do agro, que têm uma saúde melhor e mais qualidade de vida. E outras regiões onde falta asfalto, por exemplo. Mas algo que afeta os municípios como um todo é a questão da moradia”, avaliou o deputado.
O peso do aluguel e a fuga de profissionais
Para ilustrar como a crise habitacional afeta diretamente a prestação de serviços públicos, Max Russi citou a dificuldade das cidades ricas do agro para atrair e reter mão de obra.
Ele relatou que, durante as articulações para a convocação dos policiais militares aprovados no concurso de 2022, parte dos agentes desistiu de assumir os postos no interior devido ao alto custo de vida nessas localidades — puxado, sobretudo, pela escalada imobiliária.
“O aluguel é caro, é difícil o cara se instalar, então isso pesa na balança. A moradia é algo em que nós precisamos avançar muito nos próximos anos, construir muito. E não é só nas cidades de menor desenvolvimento, é em todos os municípios de Mato Grosso”, alertou o presidente da ALMT.
Foco no social: Vila Aconchego
Com o histórico de ter liderado a entrega de mais de mil casas populares quando foi prefeito de Jaciara (a 147 km de Cuiabá), Max Russi tem focado em novos modelos de habitação.
O principal exemplo recente é a Vila Aconchego, o primeiro condomínio público, gratuito e exclusivo para idosos em vulnerabilidade social do estado. Inaugurado neste mês, o projeto saiu do papel graças a um repasse de R$ 12 milhões do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Jaciara.
O residencial foge do modelo tradicional e entrega 54 casas adaptadas e cercadas por infraestrutura de apoio, que inclui:
- Academia ao ar livre e pista de caminhada;
- Salão de festas e amplos espaços de convivência;
- Ambulatório para acompanhamento médico permanente.


