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Emanuel Pinheiro confirma pré-candidatura ao Governo e nega “rasteira” em Natasha Slhessarenko

O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), confirmou oficialmente que está na disputa como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso para as eleições de 2026. Segundo o político, seu nome foi alçado ao debate interno após uma forte mobilização de vereadores e lideranças da base do partido, que defenderam sua participação no processo de escolha ao lado da médica Natasha Slhessarenko (PSD).

Pinheiro rechaçou as especulações de que a movimentação seria uma manobra para enfraquecer ou retirar Natasha da disputa estadual. Ele garantiu que a definição do candidato que representará a sigla na corrida pelo Palácio Paiaguás ocorrerá de forma orgânica e será sacramentada apenas na convenção estadual.

Convocação da base e aval de Fávaro

Nos bastidores, a possibilidade de Emanuel disputar o Governo do Estado já vinha ganhando tração há semanas. Natasha Slhessarenko, por sua vez, tem mantido seu projeto firme e já declarou publicamente não temer a concorrência do ex-prefeito na disputa interna.

Para Emanuel, a inclusão de seu nome não é um projeto pessoal, mas um reflexo direto do anseio da militância do partido.

“Eu não estou me apresentando como candidato. Fui convocado pelas bases do partido, por lideranças partidárias e por vereadores para que pudesse colocar o meu nome também ao lado do dela para ser avaliado em um processo de construção de uma pré-candidatura”, argumentou o ex-prefeito.

Ele ressaltou que o presidente estadual do PSD, o senador Carlos Fávaro, foi formalmente comunicado da mobilização por meio de documentos assinados pelos correligionários. “Fávaro, como presidente e maior liderança do partido, anunciou que não podia fazer vista grossa à manifestação espontânea das bases. Como estamos em um período de pré-candidaturas, é até salutar para o partido discutir democraticamente novos nomes”, pontuou.

Sem “rasteira” política

Ao ser questionado se a sua entrada no cenário poderia ser interpretada como uma nova “rasteira” em Natasha — em referência às eleições de 2022, quando a médica viu seu projeto ao Senado ser interrompido por articulações de última hora —, Emanuel foi categórico ao rejeitar a tese.

“Não tem rasteira, até porque é o sentimento do partido. A candidatura pertence ao partido, não pertence a mim, nem a Fávaro, nem a Natasha. O que tem de puxada de tapete aí? O que tem de ilegítimo? Ilegítimo é não dar voz ao partido”, disparou.

Oposição clara e convenção decisiva

Emanuel Pinheiro avalia que o PSD precisará escolher o quadro que demonstrar as melhores condições políticas e eleitorais para liderar uma frente robusta contra a atual gestão de Mato Grosso. “Devemos ter um posicionamento claro de fortalecimento do partido, com uma candidatura de oposição clara ao Governo do Estado para conversar com outras agremiações”, destacou.

Apesar da movimentação, o ex-prefeito reconhece que a palavra final será da convenção partidária. Ele chegou a comparar a vitalidade do debate no PSD com o cenário do União Brasil, onde o senador Jayme Campos defende uma candidatura própria ao Governo, enquanto o grupo de Mauro Mendes se inclina a apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos).

“O Fávaro anunciou que será na convenção. O caminho natural, até lá, é buscar uma composição. Não sei se estão surgindo novos nomes também. A convenção é o prazo final, legítimo e competente para isso”, concluiu.

Lucas Bellinello

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