DESTAQUE 3 Justiça

Servidores estaduais protestam no TJMT para barrar descontos da Capital Consig em folha

Servidores públicos do Estado de Mato Grosso realizam uma grande manifestação na tarde desta terça-feira (30), às 14h, em frente ao Tribunal de Justiça (TJMT), em Cuiabá. Convocado pelo Sindicato dos Profissionais da Área de Meio Ambiente (Sinpaig-MT), o ato visa pressionar o Judiciário a suspender os polêmicos descontos em folha vinculados à empresa Capital Consig.

A concentração dos manifestantes ocorrerá na rotatória em frente ao prédio do TJMT. O objetivo central é acelerar a análise de um agravo de instrumento — protocolado pelo escritório AFG & Taques — que exige a interrupção imediata das cobranças feitas pela empresa e por seu grupo econômico.

Atraso e prejuízo no bolso

De acordo com o Sinpaig-MT, a Capital Consig teria descumprido os prazos estabelecidos em uma Ação Civil Pública. A empresa deixou de realizar as auditorias que haviam sido determinadas em uma decisão liminar proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques.

Em vídeo divulgado nas redes sociais para convocar a categoria, o presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner, alertou que a demora na apreciação do recurso mantém milhares de servidores sendo prejudicados financeiramente todos os meses.

“É um risco muito grande o Tribunal de Justiça não decidir isso e a gente continuar sendo penalizado. Para que esse desconto cesse no seu holerite, participe”, convocou o líder sindical.

Pressão por CPI na Assembleia Legislativa

Além da mobilização em frente ao Tribunal de Justiça, as entidades representativas do funcionalismo estadual abriram uma segunda frente de batalha. Elas articulam um abaixo-assinado direcionado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), cobrando a criação urgente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os empréstimos consignados.

O pedido para a instalação da CPI é embasado em uma série de denúncias e documentos, que incluem:

  • Relatórios do Procon-MT apontando irregularidades;
  • Medidas preventivas já adotadas pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag);
  • Auditorias sindicais que indicam fortes indícios de fraudes, falhas operacionais e quebras de segurança.

Segundo os sindicalistas, essa soma de irregularidades tem provocado o superendividamento em massa de servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado. A expectativa é que o protesto desta terça-feira fortaleça tanto a urgência por uma decisão do TJMT quanto a pressão política sobre os deputados estaduais.

Lucas Bellinello

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