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Mauro Carvalho crava Podemos no projeto de Pivetta e expõe contraste com cautela de Max Russi

Secretário-chefe da Casa Civil afirma que presidente da ALMT participa de reuniões semanais para articular a pré-candidatura governista para 2026

Uma declaração do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, agitou o xadrez político da sucessão estadual. O secretário cravou que o partido Podemos já integra organicamente o grupo que constrói a pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.

A afirmação chama a atenção por contrastar frontalmente com o discurso adotado nos últimos meses pelo presidente estadual do Podemos e chefe da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi, que vem pregando cautela e evitando confirmar qualquer alinhamento antecipado.

“Nós temos hoje o PSDB, nós temos hoje o Podemos, nós temos o União Brasil e nós temos o PP. Lógico que tem esse problema da convenção, mas esses partidos hoje estão juntos com o Otaviano Pivetta”, declarou Mauro Carvalho.

Presença em reuniões estratégicas

Apesar de Max Russi sustentar publicamente que a legenda continuará dialogando com todos os pré-candidatos antes de bater o martelo, Mauro Carvalho expôs que a atuação do deputado nos bastidores é de proximidade com o projeto governista.

  • Assiduidade: O secretário afirmou que o parlamentar tem cadeira cativa nos encontros do grupo. “O Max tem participado de todas as reuniões políticas desse grupo, das articulações para a eleição de Otaviano Pivetta”, garantiu.
  • Núcleo duro: Questionado se a presença de Russi seria o atestado oficial de apoio, Carvalho evitou fechar a questão, mas reforçou a participação ativa nas estratégias para 2026: “Não é uma resposta [definitiva], mas ele faz parte do grupo que tem se reunido toda semana para as nossas articulações”.

O peso do Podemos e o flerte com outras siglas

Nos bastidores da política mato-grossense, o posicionamento do Podemos é considerado estratégico para o tempo de TV e a capilaridade da futura chapa majoritária. A legenda já faz parte da base de sustentação da atual gestão de Mauro Mendes e abriga lideranças próximas ao núcleo duro do governo.

No entanto, o tabuleiro ainda possui variáveis. Max Russi mantém uma excelente interlocução com outras correntes políticas — entre elas, o senador Wellington Fagundes (PL), que também se coloca como potencial concorrente ao governo do Estado.

A declaração de Mauro Carvalho funciona como uma amarração pública: embora o Podemos não tenha emitido uma nota oficial de adesão, o governo passa a mensagem clara de que já contabiliza o partido nas fileiras de sustentação do projeto de Pivetta.

Lucas Bellinello

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