Presidente estadual da sigla adota cautela, evita antecipar apoio à reeleição do governador e deixa porta aberta para aliança com Wellington Fagundes
Apesar de integrar a base aliada do governador Otaviano Pivetta, o presidente estadual do Podemos, Max Russi, tem evitado antecipar o posicionamento da legenda na corrida pelo Palácio Paiaguás. Nos bastidores políticos de Mato Grosso, a postura cautelosa é lida como um recado claro: o partido não entregará apoio automático ao projeto de reeleição do atual chefe do Executivo.
Recentemente, o Podemos ganhou nova musculatura ao absorver lideranças ligadas ao grupo político do ex-governador Mauro Mendes. Ainda assim, Max Russi tem reiterado que a definição eleitoral da legenda será construída no tempo certo e que pretende sentar para conversar com todos os nomes colocados na disputa.
Chama a atenção o fato de que, até o momento, o dirigente partidário não fez nenhuma declaração pública chancelando a permanência irrestrita no palanque de Pivetta.
O fator Wellington Fagundes
A recusa em selar um compromisso governista antecipado também mantém aberta uma importante ponte de negociação com o senador Wellington Fagundes, que se apresenta como pré-candidato ao Governo do Estado.
A possível composição com o senador é vista como um caminho com forte apelo interno devido a dois pontos centrais:
- Laços históricos: Max Russi e Fagundes construíram trajetórias próximas e mantêm uma relação política estreita e de longa data nos bastidores.
- Competitividade: O parlamentar figura entre os nomes mais fortes para a disputa estadual, fator que atrai o radar de partidos que desejam aguardar o aquecimento do cenário antes de amarrar suas alianças.
Valorização do “passe” partidário
A estratégia de paciência adotada por Max Russi reflete o novo momento do Podemos. Lideranças internas avaliam que a sigla encorpou seu peso político nos últimos anos e, por conta disso, exige participação ativa e protagonismo nas mesas de negociação que definirão as chapas majoritárias.
Ao não se vincular precocemente a um único projeto eleitoral, o Podemos garante uma margem ampla de diálogo, valorizando seu tempo de TV e sua capilaridade enquanto Otaviano Pivetta ainda trabalha para consolidar sua própria base de apoio.


