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Botelho defende bilhete único para toda a região metropolitana de Cuiabá, incluindo Santo Antônio de Leverger

Proposta recebe apoio da Assut-MT, que cobra a medida desde 2023; entidade também defende ampliação da gratuidade estudantil para toda a região.

O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) defendeu a criação de um sistema de bilhete único que abranja toda a região metropolitana de Cuiabá, incluindo o município de Santo Antônio de Leverger. A proposta foi apresentada em entrevista concedida nesta quarta-feira (10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Segundo o parlamentar, a cobrança de tarifas distintas entre os municípios encarece o deslocamento de trabalhadores e demais usuários que dependem do transporte coletivo diariamente. “Não tem sentido você ter um preço do transporte intermunicipal como acontece hoje. Defendo um bilhete único para todos, inclusive abrangendo Santo Antônio de Leverger”, afirmou.

Botelho citou o caso de moradores de Santo Antônio de Leverger que precisam utilizar mais de um ônibus para chegar ao destino final, pagando novas tarifas a cada trecho. “As pessoas que vêm de Santo Antônio descem em Várzea Grande e precisam pegar outro ônibus, pagando novas tarifas. Isso não é justo”, acrescentou.

A proposta recebeu apoio da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut-MT). O presidente da entidade, Pedro Aquino, afirmou que a criação do bilhete único é reivindicação histórica dos usuários, defendida pela associação desde 2023. “Essa proposta atende uma demanda histórica da população e está alinhada com aquilo que a associação vem defendendo há anos”, destacou.

Aquino ressaltou ainda que a medida pode beneficiar especialmente moradores de cidades vizinhas à capital, onde os gastos com transporte pesam mais no orçamento familiar. Ele defendeu também a ampliação da gratuidade para estudantes do ensino médio e superior em toda a região metropolitana. “Estamos falando de trabalhadores, estudantes e famílias de baixa renda. Muitos estudantes não têm acesso à gratuidade e acabam enfrentando dificuldades para continuar os estudos”, concluiu.

Lucas Bellinello

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