Valor médio da gasolina A passa de R$ 2,57 para R$ 2,61 nas refinarias; subvenção federal de R$ 0,44 por litro atenua o impacto do reajuste integral
A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28), um reajuste no preço de venda da gasolina A comercializada junto às distribuidoras de combustíveis. A alteração tarifária entra em vigor nesta sexta-feira (29), estabelecendo um acréscimo de R$ 0,04 por litro. Com o realinhamento, o preço médio praticado nas refinarias estatais saltará de R$ 2,57 para R$ 2,61.
Em nota técnica, a companhia informou que o impacto inflacionário ao consumidor final foi mitigado por uma política de contenção estruturada pelo governo federal neste mês de maio. A engenharia financeira baseia-se na Medida Provisória nº 1.358, no Decreto nº 12.984 e na Portaria MF nº 1.496. Sem esses dispositivos regulatórios, o reajuste integral seria de R$ 0,48 por litro, porém a aplicação de uma subvenção econômica federal abateu R$ 0,44 desse total, restringindo o repasse imediato.
Para a composição da gasolina C — o combustível disponível nas bombas dos postos de abastecimento —, a gasolina A produzida pela estatal recebe a mistura obrigatória de 30% de etanol anidro. Devido a esse fator de diluição e à cadeia logística do setor, o preço final pago pelos motoristas nas bombas também incorpora a incidência de tributos (ICMS, PIS/Cofins e Cide), custos de transporte e as margens de lucro de distribuidores e revendedores.
Com a nova tabela em vigência, a fatia correspondente à participação direta da Petrobras na composição do preço do litro de combustível ao consumidor final oscilará de R$ 1,80 para R$ 1,83. A petrolífera ressaltou que, mesmo com o acréscimo de R$ 0,04, os valores médios de mercado atuais permanecem 27,6% abaixo dos patamares de preços consolidados no encerramento do exercício de 31 de dezembro de 2022.

