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Ponto de troca de figurinhas da Copa do Mundo vira tradição entre gerações na Praça Popular em Cuiabá

A proximidade da Copa do Mundo FIFA reacendeu a febre dos álbuns de figurinhas em Cuiabá, trazendo de volta a movimentação intensa em praças e pontos de troca da capital. Faltando menos de um mês para o início do torneio mundial, colecionadores de todas as idades têm se reunido diariamente para negociar os cromos que faltam e tentar completar suas coleções.

O principal ponto de encontro concentra-se na Praça Popular, onde pilhas de figurinhas repetidas e álbuns quase cheios ditam o ritmo de negociações animadas. Os encontros no local ocorrem diariamente, estendendo-se das dez horas da manhã até as vinte e uma horas e trinta minutos, transformando o espaço em um ambiente de nostalgia, convivência e estratégias para localizar os itens considerados mais raros.

O proprietário da Banca Popular, Alexandre Malaquias, explicou que esses encontros se tornaram uma constante desde 2014, ano em que Cuiabá sediou partidas da Copa do Mundo na Arena Pantanal. Segundo o comerciante, a banca atua como ponto oficial de trocas desde aquela edição e manteve a tradição em todas as Copas seguintes. Ele destacou que o perfil do público é bastante diversificado, envolvendo desde crianças e adolescentes até pais e avós, o que transformou a atividade em um evento familiar. Malaquias ressaltou ainda que, além de movimentar o comércio local, a iniciativa cumpre um papel social importante ao estimular a interação presencial e retirar os jovens da frente das telas de celulares e computadores.

Para os participantes, a atividade vai muito além do entusiasmo pelo futebol e envolve laços afetivos. O colecionador Pedro Henrique Neves, de 24 anos, relatou que iniciou o hobby em 2010, mas foi durante o mundial de 2014 que a prática virou uma paixão consolidada, guardando lembranças afetuosas das trocas que realizava na praça acompanhado por sua mãe. Atualmente, ele tenta transmitir o costume para os seus sobrinhos e projeta manter as relíquias preservadas para mostrar aos seus futuros filhos. O apego às coleções antigas é tão expressivo que o jovem garantiu recusar propostas financeiras de compradores interessados em suas figurinhas históricas.

Entre negociações improvisadas e a comemoração a cada página preenchida, o mercado informal de troca de cromos segue mostrando sua força na capital mato-grossense. O cenário confirma que, em períodos que antecedem a Copa do Mundo, o objetivo compartilhado de completar o álbum funciona como um forte elo de integração social entre diferentes gerações de cuiabanos.

Lucas Bellinello

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