O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (08.05.2026) o lançamento do plano “Brasil contra o crime organizado”, previsto para a próxima semana. A iniciativa foi divulgada após o encontro do mandatário brasileiro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, onde o combate ao crime transnacional foi um dos temas centrais da agenda.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que as aduanas dos dois países já estão em processo de cooperação e deixou as portas abertas para uma integração maior. “Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, declarou o petista.
Integração Regional e Base em Manaus
Como parte da estratégia de segurança das fronteiras, o presidente destacou a criação de uma base operacional em Manaus (AM). A unidade funciona como um centro de inteligência e ação conjunta:
- Participação: Representantes das polícias de diversos países da América do Sul.
- Foco: Combate ao tráfico de armas e drogas nas fronteiras brasileiras.
- Objetivo: Fortalecer a vigilância na região amazônica, principal rota de entrada de ilícitos no país.
Divergência sobre Classificação de Facções
Apesar do tom de cooperação, Lula esclareceu um ponto de atrito diplomático entre Brasília e Washington. O presidente afirmou que não discutiu com Trump a possível classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
O impasse: O governo americano considera adotar essa medida para ampliar o cerco financeiro e jurídico aos grupos. No entanto, o governo brasileiro resiste à ideia, avaliando que a classificação como “terrorismo” poderia abrir brechas jurídicas para interferência externa direta no território nacional e na soberania brasileira.
O novo plano, que será detalhado na próxima semana, deve focar em inteligência financeira, modernização da fiscalização aduaneira e maior presença das forças federais em áreas críticas de domínio de facções.


