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Mato Grosso avança em obras de novos hospitais para descentralizar saúde de alta complexidade

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) intensifica o ritmo das obras de três novas unidades hospitalares em Confresa, Juína e Tangará da Serra. Com projetos arquitetônicos que somam 18 mil m² cada, as unidades buscam eliminar vazios assistenciais, permitindo que moradores do interior recebam atendimento especializado próximo de casa, sem a necessidade de deslocamento para Cuiabá.

Obras atingem marcos decisivos no interior

O cronograma das construções apresenta evolução constante, com investimentos que ultrapassam a casa dos R$ 420 milhões apenas em obras físicas:

  • Hospital Estadual do Noroeste (Juína): Atingiu 60% de execução, com investimento de R$ 136 milhões. A estrutura principal já conta com sistemas hidráulicos, sanitários e revestimentos de porcelanato concluídos.
  • Hospital Estadual do Araguaia Xingu (Confresa): Também alcançou 60% de conclusão. O projeto de R$ 147 milhões já finalizou o estrutural dos prédios, a cobertura metálica e a instalação dos reservatórios de água.
  • Hospital Estadual do Médio Norte (Tangará da Serra): Atualmente com 56% de andamento e previsão de R$ 145 milhões em gastos. Já foram finalizados o estrutural, a alvenaria e a pele de vidro interna.

Estrutura e capacidade de atendimento

Cada um dos novos hospitais será equipado para oferecer serviços de média e alta complexidade, contando com:

  • Leitos: 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI (distribuídos entre adulto, pediátrico e neonatal).
  • Centros Cirúrgicos: Seis salas de operação por unidade.
  • Consultórios: 10 salas médicas e dois consultórios exclusivos para gestantes.
  • Especialidades e Exames: Espaços para banco de sangue, banco de leite e exames diagnósticos como tomografia e colonoscopia.

Alta Floresta serve como modelo para o Estado

O avanço nas três cidades ocorre logo após a inauguração do Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, entregue em 26 de março de 2026. Com um aporte total de R$ 205 milhões (entre obras e equipamentos), a unidade já funciona como referência regional em áreas críticas como oncologia, neurologia e cardiologia intervencionista.

Segundo a gestão estadual, o objetivo é replicar o rigor técnico e a modernidade de Alta Floresta nas demais regiões, garantindo uma rede de saúde robusta e tecnológica em todo o território mato-grossense.

Lucas Bellinello

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