O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, participou da abertura do Brazil Superfoods Summit 2026, realizada nesta quinta-feira (9), em Cuiabá, no Cenarium Rural. Na ocasião, ele destacou o papel estratégico da indústria na ampliação da presença do estado no mercado global.
O evento, realizado pelo Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe), reúne autoridades, lideranças setoriais e compradores internacionais.
O presidente do Sistema Fiemt enfatizou que o estado se tornou um dos maiores produtores de alimentos do mundo, além de ganhar protagonismo na produção de gergelim, com 72% da produção nacional, e de feijão, com 10%.
Rangel lembrou que a produção do gergelim cresceu 600% desde a safra 2018/2019 em MT, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), analisados pelo Observatório de Mato Grosso, da Fiemt. Ele ressaltou, no entanto, que o avanço passa pela agregação de valor.
Para isso, equipes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT), Instituto Senai de Tecnologia, Serviço Social da Indústria (Sesi) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) podem apoiar os empreendedores nesse processo de industrialização.
“Precisamos também industrializar, agregar valor e ampliar nossa presença global. E é nesse ponto que a indústria tem um papel estratégico. A Fiemt atua para fortalecer esse ambiente, apoiando a inovação, a qualificação profissional, a tecnologia e a competitividade, porque assim Mato Grosso deixa de ser apenas um grande produtor e se consolida como um grande protagonista global”, destaca.

Já o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders, enfatizou o potencial dos pulses como fonte sustentável de proteína e destacou o papel do Brasil. Na presença de compradores chineses, principal comprador do gergelim brasileiro, Marcelo afirmou que os brasileiros estão aprendendo com os chineses novas formas de consumo do produto.
“Passamos a entender que há culturas que têm no gergelim o mesmo apreço que nós temos pelos feijões. Estamos aprendendo o valor desse grão e aprendendo a consumir. E vocês, que importam e consomem grandes volumes, estão nos ensinando isso, estamos aprendendo receitas com vocês”, disse.
“Estamos aqui para fazer negócios e levar o feijão e o gergelim brasileiros ao redor do mundo”, completou.
O presidente do Sindarroz-MT, Lázaro Modesto, por sua vez, destacou a importância da diversificação produtiva. Mato Grosso produziu, na última safra, 537 mil toneladas do produto, segundo dados da Conab, analisados pelo Observatório de Mato Grosso.
Para Modesto, a cultura contribui para a rotação de culturas, um dos pilares da agricultura sustentável.
“O arroz contribui com o produtor na rotação de culturas e dá segurança alimentar para Mato Grosso. Para as indústrias, é um momento muito importante de entender as oportunidades que existem no mercado para fazer o beneficiamento, a padronização e deixar o produto pronto para exportação”, afirma.

