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CPMI do INSS fará leitura e votação do relatório na próxima semana se não houver prorrogação

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), definiu a próxima quarta-feira, 25, e a próxima quinta-feira, 26, como os dias da leitura e da votação, respectivamente, do relatório final da comissão caso os trabalhos do colegiado não sejam prorrogados.

Viana e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), trabalham com essa possibilidade como um plano B. Ambos têm altas expectativas de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça acolha o mandado de segurança protocolado pela comissão e prolongue as atividades do colegiado por ao menos mais 60 dias.

Esse plano pode ser posto em prática até mesmo durante a leitura do relatório, que poderia ser interrompida para a apresentação de novo calendário caso a determinação do ministro pela prorrogação chegue antes. O último dia de sessão da CPMI é na próxima quinta.

Viana entrou com mandado de segurança no Supremo na última sexta-feira, 13, pedindo por até 120 dias. O presidente acredita que a concessão de mais 60 dias no prazo seria o suficiente para a conclusão dos trabalhos da comissão. Sem a concessão de mais tempo, a CPMI tem previsão de acabar no próximo sábado, 28.

Gaspar já trabalha ativamente na produção do relatório. Pessoas a par da elaboração do documento dizem que o texto atual já tem mais de 4 mil páginas que contarão toda a história do escândalo de descontos associativos não autorizados de beneficiários do INSS, também com base nos depoimentos e nos documentos apreciados pela CPMI. Ele tem reuniões diárias com a equipe para a confecção do texto.

Estadão Conteudo

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