Nos mitos gregos e romanos, Marte é amante de Vênus, deusa do amor e a mais bela mulher do Olimpo. Vênus ama o ardor de Marte, ele ama nela o ardor da vida. Ele lhe traz a centelha vital que a faz brilhar em todo seu esplendor. É o estranho casamento dos fogos do amor e da guerra.
A acolhida da adorável Vênus comove Marte e o leva a abandonar as armas. Ele não precisa mais lutar, pode despir-se e viver o AMOR. Detalhe importante, a criança dessa união chama-se HARMONIA.
Vênus ao receber Marte em seus braços torna o Guerreiro – Amor. Escolhi este Mito Grego para ilustrar uma das principais características do que é ser mulher: a grande capacidade de acolhimento. Por ser reflexiva, parece que nossa grande função é intuir, sentir e acolher. E ao acolher uma pessoa, damos a ela a capacidade de decisão e ação.
Por que tal capacidade? Penso que a Natureza é perfeita, fisicamente os órgãos femininos são internos, dão acolhimento. Daí vem a facilidade da interiorização, desenvolvendo-se o subjetivismo.
Veja como é importante a mulher estar no lugar certo, vivenciando a sua identidade feminina e com isto contribuindo para o crescimento interior da humanidade.
O que quero dizer é que existem papéis definidos para a mulher feminina e que não precisamos brigar para conquistar um modelo masculino. Chamamos de papéis sexuais a forma como se comportam as pessoas do mesmo sexo. Esses papéis são caracterizados como cultura e sociedade. E como é importante assumirmos nossa feminilidade.
Tem um ditado popular que diz o seguinte: “o homem é a cabeça do casal, a mulher o pescoço..”. Uma das funções da mulher é captar, se posicionar e transmitir.
Num encontro com Martha Suplicy ela relatou que as mulheres antigamente faziam torta de abacaxi para agradar os homens e que agora não mais faziam tortas, pior, tornaram-se a própria torta.
A questão básica é ficar atenta a AUTO-ESTIMA, que é o julgamento que fazemos de nós mesmas e que se refletem em todos os aspectos de nossa vida. Auto-estima não é o mesmo que vaidade.
O respeito por si mesma é companheiro do amor próprio, da auto-estima.
Sinta a maravilha quando através do autoconhecimento, aceitamos quem somos, olhamos para nossas FORÇAS INTERIORES. Devemos trabalhar o nosso “ponto forte”.
E que o dia Internacional da Mulher seja um momento de reflexão! Afinal somos a VÊNUS BRILHANTE!
Ireniza Canavarros de Arruda
Psicóloga analítica


