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Bolsas da Ásia fecham em baixa com Oriente Médio, mas petróleo e defesa limitam perdas

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, 2, à medida que os ataques dos EUA e de Israel ao Irã abalaram os mercados globais, embora ganhos de ações de petrolíferas e de defesa tenham limitado as perdas na região.

O índice japonês Nikkei caiu 1,35% em Tóquio, a 58.057,24 pontos, mas papéis ligados ao setor de defesa como os de Mitsubishi Heavy Industries (+3,61%) e IHI Corp. (+2,97%) avançaram.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng recuou 2,14% em Hong Kong, a 26.059,85 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 1% em Seul, a 6.244,13 pontos, e o Taiex perdeu 0,90% em Taiwan, a 35.095,09 pontos, na volta de um feriado.

Na China continental, o Xangai Composto driblou o mau humor regional e subiu 0,47%, a 4.182,59 pontos, graças a ações de petrolíferas como as de Sinopec e PetroChina, que saltaram cerca de 10% diante da forte reação de alta do petróleo às tensões no Oriente Médio, mas o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,68%, a 2.744,86 pontos.

Traders apostam que o fornecimento de petróleo do Irã e de outros países do Oriente Médio vai desacelerar ou até parar por completo. Ataques na região – entre eles os disparados contra dois navios que cruzavam o Estreito de Ormuz – têm reduzido as exportações de petróleo para o resto do mundo.

“Cerca de um quinto do fluxo global de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passa pelo Estreito de Ormuz. Não se trata de um canal obscuro. É a aorta do sistema energético global”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, em comentário.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável hoje: o S&P/ASX 200 teve alta marginal de 0,03% em Sydney, a 9.200,90 pontos.

*Com informações da Associated Press

Estadão Conteudo

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