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CNH: taxa de reprovação em prova prática sobe

A taxa de reprovação nacional no exame prático para obtenção de habilitação subiu de menos de 2% em 2019 para 5,6% nas provas de motos, e para 6,8% no caso de carros em 2025.

Vale frisar, contudo, que o índice não foi afetado pelas mudanças na prova, que passaram a valer no início deste ano. A nova regulamentação excluiu a baliza da avaliação, passou a permitir faltas eliminatórias críticas (como deixar o carro morrer), ampliou a margem de erro e permitiu veículos com câmbio automático.

Segundo o Ministério dos Transportes, a tendência de alta vinha sendo registrada desde novembro de 2024. Em 2019, 2,22 milhões de pessoas foram aprovadas na prova prática da categoria B (veículos de passeio) e 8,3 mil foram reprovadas. Em 2025, 2,82 milhões passaram no exame e 192,4 mil falharam.

No caso de motos, houve 1,27 milhão de pessoas aprovadas e 20,1 mil reprovadas em 2019. O índice passou a 1,64 milhão e 92,6 mil, respectivamente, em 2025. Os dados foram obtidos pelo R7 Planalto, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Diferenças regionais

Enquanto alguns Estados têm índices de reprovação de quase 50% na categoria B, outros mantêm taxas mínimas, evidenciando disparidade no rigor regional. E é nesse cenário de “loteria geográfica” que a Resolução Contran n.º 1.020/2025 – publicada em dezembro do ano passado e com impacto direto no início de 2026 – surge.

A norma tenta transformar o exame em algo menos subjetivo, focando na fluidez do trânsito e na segurança. Desse modo, o candidato deixa, em tese, de ser punido por detalhes operacionais que usualmente variam ao gosto de cada Detran estadual.

A tentativa de facilitar o acesso também se reflete na prova teórica, que deixa de ser um obstáculo burocrático. Ao priorizar conteúdos de direção defensiva e primeiros socorros, o governo tenta garantir que o aumento no número de motoristas habilitados venha acompanhado de qualidade técnica.

Com a inclusão de exames digitais e a possibilidade de aulas híbridas, a resolução ataca também custo e demora do processo. O foco, de acordo com o governo, é reduzir o número de condutores sem habilitação nas vias, promovendo um sistema mais acessível, sem abrir mão da segurança.

Estadão Conteudo

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