O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afastou os rumores de que sua candidatura ao governo estaria sendo discutida em uma mesa de negociação nacional entre o Republicanos e o PL. Questionado sobre supostas tratativas que condicionariam o apoio do seu partido a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em troca de respaldo do PL à sua candidatura estadual, Pivetta foi enfático ao negar qualquer conhecimento sobre o assunto.
Para o gestor, as notícias sobre essa articulação não passam de especulação típica do período que antecede as convenções partidárias.
“Sinceramente, não estou sabendo. Tem tanta conversa, né? Tem tanto diz-que-me-diz-que nessa fase do ano eleitoral que eu prefiro esperar os fatos. Não vamos tratar de hipótese. Toda ajuda é bem-vinda, mas eu não estou sabendo”, declarou o governador.
O pano de fundo das negociações
Apesar da negativa do governador, a informação, que circula em Brasília, aponta que o comando nacional do Republicanos teria colocado como condição para apoiar Flávio Bolsonaro já no primeiro turno o respaldo do PL aos seus candidatos ao governo em quatro estados estratégicos: Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.
Caso o PL se recuse a abrir mão de candidaturas próprias em estados onde já existe um impasse, uma das alternativas discutidas seria a neutralidade do presidenciável do PL, evitando que ele subisse em palanques adversários ou gravasse materiais de campanha contra os aliados do Republicanos.
Tarcísio de Freitas e a relação com o governador
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também foi citado nos bastidores como um dos articuladores dessa costura política. Pivetta, contudo, negou ter qualquer notícia de interferência do aliado paulista no cenário mato-grossense.
- “Eu não tenho notícias de que o Tarcísio estaria interferindo nisso. Acho que não procede. Tenho certeza de que o Tarcísio torce muito pela gente e nos conhece bem, assim como nós torcemos muito por ele”, afirmou Pivetta.
Por ora, o governador mantém o discurso de cautela, optando por aguardar a oficialização dos fatos em vez de se pautar pelo que chamou de “hipóteses” da pré-campanha.


