A isenção do Imposto de Renda para contribuintes com rendimentos até R$ 5 mil mensais vai provocar uma injeção de cerca de R$ 1,3 bilhão por ano na economia de Mato Grosso, segundo estimativa do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). A medida amplia a renda disponível das famílias e deve refletir diretamente no aumento da capacidade de consumo no estado.
De acordo com dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), aproximadamente 230,9 mil trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais deixarão de pagar o imposto. Além disso, outros 110 mil contribuintes, com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, passarão a ter descontos progressivos, reduzindo o peso da tributação no orçamento familiar.
A expectativa é de que os recursos antes destinados ao pagamento do imposto sejam redirecionados ao consumo, impulsionando setores como comércio, serviços e turismo. Esse movimento tende a gerar efeitos indiretos sobre a economia local, com reflexos positivos no emprego, na arrecadação estadual e na circulação de renda nos municípios mato-grossenses.
Para a diretora-executiva do Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), Vanessa Gasch, a atualização da faixa de isenção representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do estado. Segundo ela, o aumento da renda disponível das famílias pode gerar um efeito multiplicador, estimulando a atividade produtiva e, inclusive, contribuindo para o crescimento da arrecadação de outros tributos.
A coordenadora de pesquisas do IPF-MT, Laysa Avalos, destaca que a medida alcança uma parcela expressiva do mercado de trabalho formal. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que quase 80% dos empregos formais em Mato Grosso têm remuneração abaixo de R$ 7.350. Para ela, a ampliação da isenção corrige parte da defasagem tributária e fortalece a demanda doméstica, essencial para a manutenção do nível de atividade econômica, especialmente nos setores de comércio e serviços.
