Mix diário

Moody’s altera perspectiva da França para negativa, mas reafirma rating ‘Aa3’

A Moody’s Ratings alterou a perspectiva do Governo da França de estável para negativa, em documento publicado nesta sexta-feira. Na nota, contudo, a agência reafirmou os ratings de emissor de longo prazo em moeda nacional e estrangeira e os ratings seniores sem garantia em moeda nacional da França em “Aa3”.

Segundo a Moody’s, a decisão de alterar a perspectiva para negativa reflete o risco crescente de que a fragmentação do cenário político do país continue a prejudicar o funcionamento das instituições legislativas francesas.

“Essa instabilidade política corre o risco de prejudicar a capacidade do governo de enfrentar os principais desafios políticos, como o elevado déficit fiscal, o aumento da dívida e o aumento duradouro dos custos de empréstimos, levando a um enfraquecimento mais rápido das principais métricas fiscais da França do que o esperado atualmente”, acrescenta.

A Moody’s apontou que a reversão prolongada de reformas econômicas, como a da aposentadoria, pode aumentar os desafios fiscais do governo e afetar negativamente o crescimento potencial francês ao diminuir a oferta de mão de obra.

Ainda, a agência pondera que a decisão de reafirmar a classificação se baseia na força econômica do país, apoiada pela economia rica, diversificada e resiliente a choques econômicos. De acordo com a Moody’s, a França possui instituições públicas altamente competentes, por mais que a solidez do arcabouço institucional esteja sendo testada no contexto de um cenário político interno cada vez mais desafiador.

Estadão Conteudo

About Author

Você também pode se interessar

Mix diário

Brasil defende reforma da OMC e apoia sistema multilateral justo e eficaz, diz Alckmin

O Brasil voltou a defender a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) em um fórum internacional. Desta vez, o
Mix diário

Inflação global continua a cair, mas ainda precisa atingir meta, diz diretora-gerente do FMI

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva disse que a inflação global continua a cair, mas que deve