As visitas da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (AL), realizadas na segunda-feira (8), confirmaram o que a Secretaria de Estado de Saúde já havia dito no começo da semana: que os hospitais da rede pública estão à beira do colapso e começam a não suportar a demanda dos pacientes de covid-19.
Compõem a comissão os deputados Lúdio Cabral (PT), Paulo Araújo (PP), Dr. Eugênio (PSB) e Dr. João (MDB). Os parlamentares, que são profissionais da área da saúde, vistoriaram hospitais de Cuiabá e Várzea Grande. O relatório com a situação encontrada em cada unidade será encaminhado para os Ministérios Públicos Estadual e Federal.
No hospital Metropolitano, em Várzea Grande, que tem gestão do governo do Estado, 87% das unidades de terapia intensiva (UTI) para covid-19 estavam ocupadas, com apenas 5 vagas disponíveis. Já para enfermaria, são 238 leitos, com 40 pacientes internados.
Também sob gestão estadual, o Hospital Santa Casa, em Cuiabá, tem 40 leitos de UTI para coronavírus equipados, dos quais apenas 11 estão vagos, o que representa uma taxa de ocupação de 72%. Na enfermaria, são 66 leitos e 31 internados, ou seja, 46,96% de ocupação.
Sob administração da Prefeitura de Cuiabá, o antigo Pronto-Socorro é referência para receber os pacientes com covid-19. Nessa unidade hospitalar estão disponíveis 40 leitos de UTI exclusivos para covid-19, mas “31 ou 32 estão ocupados” e ainda mais 120 leitos de enfermaria, com 28 pessoas internadas. No hospital, o diretor “negou a falta de EPIs e de medicamentos”, diz trecho do relatório”.
A maior parte dos leitos disponíveis foi encontrada no Hospital São Benedito, que faz parte da rede municipal da Capital. São 40 leitos de UTI para uso exclusivo de pacientes de covid-10 e mais 30 UTIs de uso geral. “Constatamos que existem 20 leitos de UTIs equipados com ventiladores, monitores multiparamétricos e bombas de infusão”. Esses leitos foram montados em 5 quartos de enfermaria adaptados para esse uso emergencial.
Essa disponibilidade de leitos, segundo a gestão do hospital, ocorre por causa do plano estratégico da prefeitura, que definiu a ordem de encaminhamento dos pacientes, sendo o Pronto-Socorro a referência e, por isso, recebendo os doentes primeiro. (Com informações da assessoria)



