O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirmou nesta terça-feira (9) que vão faltar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes graves com coronavírus (Covid-19) no estado nas próximas semanas.
Ele atribuiu o problema à falta de estrutura necessária e dificuldade em adquirir equipamentos essenciais, como respiradores.
Figueiredo também revelou, em live à imprensa, que o estado passou a fazer 400 testes de coronavírus (Covid-19) ao invés de 1,5 mil como fazia. Mato Grosso tem 126 pessoas que morreram pela doença.
“Muito provavelmente teremos dificuldade em ofertar leitos de UTI para pessoas em estado crítico. Os hospitais privados já começaram a colapsar. A Santa Casa [Cuiabá] e o Hospital Metropolitano [Várzea Grande] já colapsaram”, lamentou.
Dos 4.243 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 2.437 estão em isolamento domiciliar e 1.454 estão recuperados. Há ainda 227 pacientes hospitalizados, sendo 108 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 92 em enfermaria.
Contudo, a SES aponta que há 34 casos suspeitos em enfermaria e 32 em UTI – números que se somam aos confirmados e resultam na taxa de ocupação, que hoje é de 11,5% em leitos clínicos e 47,5% em UTI.
“Chegou o momento crítico no nosso estado e isso deve piorar nos próximos dias”, avisou.
De acordo com o secretário, as projeções sobre a Covid-19 não são boas. Os casos aumentam 5% a cada dia e a previsão é de que haja crescimento nos próximos meses.



