Diante da pandemia de coronavírus que tem assolado o mundo nos últimos meses, a Cadeia Pública de Diamantino criou um protocolo de higienização e descontaminação que busca proteger tanto as pessoas privadas de liberdade, quanto os servidores da unidade. Tratam-se de práticas diárias e de procedimentos padrões que, inclusive estão sendo adotados em outras unidades prisionais de Mato Grosso.
Pelo modelo, os diferentes ambientes são classificados como críticos, semicríticos e não críticos. No primeiro caso estão as celas, corredores, espaços de convívio carcerário, alojamentos, salas de aula, de costura, da direção, de monitoramento e de atendimento médico, banheiros e cozinha, onde obviamente a circulação de pessoas é diária e proporcionalmente maior.
Já nos ambientes semicríticos estão o pátio externo, a horta, o almoxarifado e o depósito da unidade, onde nem sempre há a circulação diária de pessoas. Já no último caso, estão as superfícies superiores como tetos, luminárias, janelas, vidros e áreas desativadas da unidade.
Já a higienização do ambiente está separada em protocolos diários, semanais, mensais e em limpezas de descontaminação. A limpeza e desinfecção diárias se refere aos protocolos já existentes, que compreende a higienização de pisos, paredes, grades, janelas, vidros, portas, interruptores, telefones e interfones, instalações sanitárias, superfícies verticais e horizontais de equipamentos e mobiliários, esvaziamento e troca de recipientes de resíduos e organização geral do ambiente.
Na limpeza semanal consta a higienização de colchões, ar condicionados, luminárias, teto, em todas as suas superfícies externas e internas. A limpeza mensal compreende a higienização do ambiente externo, de paredes e de calçamentos. E por fim, a limpeza de descontaminação é realizada quando há presença de matéria orgânica sempre que necessário.
Para que todo este trabalho seja feito, o material a ser utilizado é aqueles recomendados pelas autoridades em saúde pública: água, água sanitária, detergente, sabão, desinfetante e álcool etílico 70%. O uso de materiais de proteção também é indicado pelo documento, além do protocolo de higiene pessoal.
O modelo produzido na unidade mato-grossense utilizou como referência materiais produzidos pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros modelos, como o adotado pelo Governo do Estado de São Paulo, entre outros.
“Logo que começou a se ter notícias da existência do coronavírus aqui em Mato Grosso, nossa equipe se preocupou em elaborar esse material para nortear nossas ações de limpeza e desinfecção diante dessa ameaça. E tem dado tão certo que outras unidades penitenciárias de Mato Grosso estão adotando esse protocolo”, explicou o diretor da unidade, Anaides da Silva Pereira Queiroz.
Doações

Além dos cuidados adotados pela unidade, a comunidade local também tem se preocupado e auxiliado nas ações preventivas. Uma loja de confecções local, por exemplo, realizou a doação de 130 máscaras que protegerão os agentes penitenciários durante o trabalho.
Já uma destilaria da cidade contribuiu com a doação de 100 litros de álcool 70%. Nesta semana uma outra empresa fará a doação de uma marca de suplemento que ajuda no fortalecimento da imunidade e que será destinado aos agentes penitenciários que não podem aderir ao período de quarentena.
Números
De acordo com o último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), divulgado na sexta-feira (27.03), há 11 casos confirmados de coronavírus em Mato Grosso e 556 casos suspeitos. Cabe destacar que não há nenhum caso suspeito ou confirmado nas unidades penais do Estado.



