Frente à possibilidade de aumento de casos de contaminação pelo coronavírus, causador da Covid-19, nos próximos dias, o Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt) adiou a realização dos principais eventos previstos para as próximas semanas, incluindo o Multiação, que ocorreria em 04 de abril. A instituição implantou um comitê de gerenciamento de crise para monitoramento permanente da situação.
Entre as determinações do comitê, está o apoio da Fiemt às indústrias que estão enfrentando prejuízos financeiros e operacionais por conta da disseminação mundial do vírus.
“Uma das frentes de trabalho consiste em definir e executar ações que visando dar suporte aos prejuízos financeiros e operacionais que as indústrias já começam a perceber por conta da crise, que é mundial. Já temos notícia do cancelamento de diversos embarques de madeira, tanto para outros estados quanto para o exterior. Algumas empresas sequer vão conseguir faturar qualquer pedido nesta semana”, comenta o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira.
Ao menos uma empresa do setor de base florestal já definiu pela concessão de férias coletivas à equipe, em função da baixa nas atividades, e vai sugerir que os colaboradores fiquem em casa.
A Fiemt vai preparar uma série de materiais de apoio às indústrias, além de seguir as recomendações do Ministério da Saúde e também do Governo do Estado no que diz respeito à suspensão de eventos com aglomeração de pessoas, reforço de medidas de higiene no local de trabalho, recomendações constantes às equipes, priorização de reuniões por meios digitais e não presenciais, cancelamento de viagens internacionais e interestaduais e redução de movimentações intermunicipais.
Após decreto do Governo do Estado determinando a suspensão na rede pública de ensino de 23 de março a 05 de abril, o Sesi Escola decidiu adotar a mesma estratégia. Portanto, alunos da instituição não terão aulas durante o mesmo período da rede pública, com antecipação de férias, de modo a potencializar o movimento de redução da aglomeração de pessoas.
“Estamos agindo de acordo com as melhores práticas, produzindo e disseminando informações comprovadas, buscando ações efetivas, sem pânico, e trabalhando em várias frentes para a preservação da saúde das pessoas e também do equilíbrio financeiro das indústrias, para evitarmos o agravamento da crise”, afirma o presidente. “Se essa situação perdurar e não houver medidas de alívio econômico, os empregos começam a ficar em risco. Não podemos permitir que isso aconteça”, finaliza.



