O governo do Estado anunciou nesta quarta-feira (15) a retomada da cirurgia de transplante de rins na rede pública, dez anos após suspensão do serviço. Pacientes em tratamento renal que precisarem receber uma doação de rim poderão fazer todo o processo de transplante em Mato Grosso. A primeira cirurgia foi realizada nesta terça-feira (14).
Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a cirurgia durou aproximadamente sete horas, e não teve complicação. Ela foi realizada pela equipe do Centro Cirúrgico do Hospital Santa Rosa, unidade credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar a operação de transplante renal no Estado. Em Mato Grosso há indicação clínica para quase mil pacientes.

“Esses pacientes poderão procurar nossa secretaria [de Saúde] para realizar os procedimentos e, nos próximos meses, se Deus quiser, essas pessoas terão suas
dores e sofrimentos aliviados pela possibilidade da realização desse procedimento feito em Mato Grosso”, disse o governador Mauro Mendes.
O programa de transplante renal iniciou suas atividades em 1999 e realizou a última cirurgia em maio de 2009. Conforme o governo, o reflexo da desativação desse procedimento foi o acúmulo de pacientes na fila de espera.
De acordo com os dados da Central de Transplante da SES-MT, atualmente, 1.800 pacientes estão realizando hemodiálise. A estimativa é de que 50% dessas pessoas tenham indicação para o transplante renal.
Economia na saúde
A reativação do procedimento cirúrgico de transplante renal irá gerar uma economia no orçamento do Governo de aproximadamente R$ 10 milhões por ano. De acordo com a secretária adjunta de Regulação, Controle e Avaliação da SES-MT, Fabiana Bardi, o Estado ficava responsável pelo custeio do tratamento e desembolsava valores exorbitantes para atender e garantir a prestação de saúde aos pacientes por meio Tratamento Fora de Domicilio (TFD).
“Nós últimos anos, o Estado vem gastando com o (TFD), principal órgão de encaminhamento desses pacientes para outras cidades, algo em torno de R$ 22 milhões. Deste total gasto, 50% era exclusivo para atender pacientes da nefrologia. Com a retomada do transplante dentro do Estado, é estimada uma economia de aproximadamente 10 milhões”, explicou a Fabiana Bardi.
Outro importante benefício é a agilidade do processo para a realização da cirurgia aos pacientes de Mato Grosso. Antes da reativação do procedimento, todos eles dependiam da disponibilidade do agendamento em perspectiva nacional, gerando um maior tempo de espera. Agora, o tempo de espera é reduzido e a SES-MT garante aos pacientes toda a assistência com medicação, consultas e vigilância do processo.



