Indígenas venezuelanos acampados perto da rodoviária, no bairro Alvorada em Cuiabá, dizem que não entraram na Pastoral do Migrante, entidade que recebe estrangeiros, por causa de preconceito de acolhidos de outras nacionalidades. O motivo seria a sua origem étnica e os seus costumes.
A informação foi repassada uma coordenação da Pastoral que acompanha os estrangeiros registrados. A Secretaria de Assistência Social de Desenvolvimento Humano Cuiabá disse que os cerca de 20 indígenas que estão sobrevivendo ao lado da rodoviária chegaram ao Brasil no dia 1º do ano e já fez contato com eles. Mas, sempre houve recusa em ir para a Pastoral.
Eles afirmam, através uma representante, que sofrem preconceito em seu País de venezuelanos não indígenas e temem que o mesmo aconteça no órgão de acolhimento. A prefeitura informou ainda que, até a última sexta-feira (10), o grupo foi procurado duas vezes e recebeu informação sobre à exposição ao risco de permanecer no local.
Foram orientados sobre a necessidade de registro para se legalizarem no Brasil e para entrar no mercado de trabalho. O Conselho Tutelar também já se apresentou para informação sobre a situação que as crianças estão implicadas.
Há uma tentativa para que eles aceitem ir para a Pastoral do Migrante ao longo desta semana. Conforme a entidade, hoje 327 crianças venezuelanas, haitianas, peruanas, bolivianas, angolanas, japonesas, inglesas ou de outras nacionalidades estão matriculadas nas 163 unidades educacionais da rede municipal de Cuiabá.
Indígenas venezuelanos dizem que receio de sofrer preconceito os afasta da Pastoral



