Cidades

Campanha ‘Janeiro Branco’ alerta para cuidados com saúde mental

A cada início de ano, as pessoas buscam renovar as energias e estabelecem metas a serem conquistadas ao longo do novo ciclo. Porém, o não cumprimento de determinados objetivos, pessoais ou profissionais, podem causar transtornos como a frustração, a ansiedade e, em outros casos, a depressão. Devido a esses fatores, um grupo de psicólogos criou a campanha “Janeiro Branco”, de conscientização para os cuidados com a saúde mental.

A iniciativa surgiu em 2014, em Minas Gerais, mas logo se espalhou pelo Brasil. O foco é alertar para os riscos do adoecimento emocional da população e quebrar o tabu acerca da temática. “A ação visa desmistificar o problema e se aproximar das pessoas, promovendo discussões e naturalizando a busca por apoio profissional. Sempre que falamos no termo ‘saúde mental’, logo pensamos em doenças, que é exatamente o oposto do que a campanha tem como objetivo, que é associar a expressão à saúde e à promoção do bem estar”, comenta o psicólogo Douglas Amorim.

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, o especialista explicou um pouco mais dos fatores que inspiraram a ação. “A ideia do Janeiro Branco tem a ver com o sentimento de recomeço que as pessoas têm nessa época. Somos treinados ao longo da vida para refletir sobre nossas decisões no fim do ano e recebemos o mês de janeiro com a sensação que precisamos mudar e melhorar as escolhas. É uma tela em branco que temos para pintar do jeito que desejarmos”.

Já em seu sexto ano, a campanha mais tem sido cada vez mais divulgada nos meios de comunicação, principalmente nas redes sociais. Douglas atribui essa difusão a dois aspectos: a facilidade de acesso à informação e ao crescimento do número de pessoas com distúrbios psicológicos.

“Ações desse tipo se fazem necessárias porque a própria demanda aponta isso. Vivemos tempos de muitas informações e isso, de certa forma, contribui para o adoecimento psíquico. Ter a informação e não saber tirar proveito dela não traz nenhum benefício. Por isso essas iniciativas são essenciais. Porque psicoeducam as pessoas a colocarem em prática a busca pela qualidade da saúde mental no dia a dia, antes mesmo de se diagnosticar uma determinada doença”.

Números preocupantes

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população brasileira sofre de ansiedade ou depressão. E a estimativa para os próximos anos não é nada animadora. De acordo com o estudo, um em cada cinco brasileiros teve ou terá algum tipo de transtorno psicológico no futuro.

Comportamentos que afetam negativamente a saúde mental

Conforme o psicólogo, a frustração e a ansiedade são as duas principais queixas das pessoas que buscam acompanhamento profissional para tratar problemas emocionais. E ambas as questões, segundo o profissional, têm uma característica em comum: a falta de habilidade para lidar com frustrações.

“Pessoas saudosistas ou rancorosas, que se ligam ao passado, alimentando lembranças, avaliando negativamente suas escolhas, suas condições e as ações dos outros, tendem a desenvolver depressão. Pessoas que ficam fantasiando o futuro, sem construir o presente, tendem a desenvolver ansiedade”.

Como melhorar a qualidade da saúde psicológica e evitar distúrbios

“Todos nós somos agentes de nossa saúde mental. E quanto mais ficarmos conectados com o presente, melhor lidaremos emocionalmente com as questões próprias da vida. Para melhorar a saúde psicológica, é necessário se concentrar no que acontece agora, assim como fazer atividades que deem prazer, aceitar as emoções negativas como parte constituinte de estar vivo e tentar mudar o que nos causa incômodo, dentro das possibilidades”.

Redação

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