Cidades

Casa com “dano progressivo” oferece risco a pedestres

Localizada na esquina das ruas Barão de Melgaço com a Thogo Pereira, no Bairro Centro-Sul, uma casa corre risco de desabar a qualquer momento, um risco que se torna maior em dias de intensas chuvas. Para evitar possíveis acidentes envolvendo pessoas, a Defesa Civil Municipal interditou a edificação, notificou o proprietário e solicitou à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SMOP) para que busque judicialmente uma autorização para demolição do imóvel.

A estrutura apresenta danos progressivos já que as rachaduras se espalham pela edificação, que teve a fachada cercada por uma faixa zebrada para evitar que as pessoas circulem muito próximo à construção, que fica em uma região com existência de diversas residências e é bastante comercial. Com isso, conta com intensa circulação de trabalhadores a pé ou de carro. Além disso, como a calçada no local é bem estreita, os transeuntes acabam tendo que adentrar na faixa de rolamento das ruas para poderem passar pelo local.

Por meio da assessoria de imprensa, a Defesa Civil informou que elaborou um laudo técnico referente às condições do imóvel e notificou os proprietários para que realizem a demolição imediatamente, antes que maiores danos aconteçam. “O laudo apontou dano progressivo nas estruturas, podendo a qualquer momento entrar em estado de colapso, principalmente por recentemente ter sofrido colisão de um veículo nas paredes”, informou.

Segundo a administração municipal, pela Lei Complementar N° 004/92, inciso II, a demolição total ou parcial da edificação ou dependência de um imóvel será imposta nos casos, quando julgada pela prefeitura, com risco iminente de caráter público, e o proprietário não tomar as providências para sua segurança. “Por esse motivo foi encaminhado um pedido à Secretaria Municipal de Ordem Pública para que tome as providências e busque judicialmente por meio da Procuradoria Geral do Município a liberação para demolição do imóvel”, reforçou.

A Defesa Civil destacou ainda que “as despesas decorrentes da utilização dos maquinários e de mão de obra serão imputadas no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) do proprietário do imóvel. Não há data definida para possível demolição da estrutura.

CENTRO HISTÓRICO – Recentemente, um levantamento repassado ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) mostrou que, em Cuiabá, 98 casarões localizados no conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico e que formam o Centro Histórico estão abandonados. Desse montante, 43 já apresentam risco de desabamento e os outros 55 ainda não passaram por vistoria.

Na lista de imóveis abandonados constam prédios localizados na Praça do Rosário, nas avenidas Tenente Coronel Duarte, mais conhecida como Prainha, e nas ruas Pedro Celestino, Barão de Melgaço, calçadão Ricardo Franco, Voluntários da Pátria, Sete de Setembro, entre outros endereços. É nessa região que fica a Casa de Bem-Bem e a Casa 79, localizadas nas Ruas Barão de Melgaço e Pedro Celestino, respectivamente.

Vale lembrar que no caso da Casa de Bem Bem houve desmoronamento de boa parte da estrutura e os trabalhos de recuperação já foram retomados. Cerca de meio milhão já foram gastos no processo de restauração da Casa de Bem-Bem. Já a edificação de número 79 continua apenas com suporte ou proteção que foi colocada sobre as paredes após a queda do seu telhado. A revitalização do casarão 79 também estava prevista no PAC Cidades Históricas.

No geral, dados do Iphan apontam que o Centro Histórico conta com aproximadamente 400 imóveis tombados em conjunto (Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico da capital), sendo apenas um deles tombado também isoladamente. Neste último caso, trata-se da Igreja do Rosário e São Benedito (tombado em 1975). A maioria dos imóveis tombados em conjunto pertencem a particulares, que não providenciam manutenção preventiva e reforma adequada.

Hoje, algumas promessas e iniciativas, ainda que insuficientes ou de forma tímida, têm procurado fazer o resgate e revitalização da região, que conta com casarões ou edifícios erguidos à época da origem e ocupação da cidade desde o século XVII até meados do século XX. Bens, que segundo especialistas, tratam-se de uma herança cultural e arquitetônica que precisa ser preservada, sob pena de sonegar de gerações futuras um pouco da identidade que deu origem ao povo cuiabano.
 

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Cidades

Fifa confirma e Valcke não vem ao Brasil no dia 12

 Na visita, Valcke iria a três estádios da Copa: Arena Pernambuco, na segunda-feira, Estádio Nacional Mané Garrincha, na terça, e
Cidades

Brasileiros usam 15 bi de sacolas plásticas por ano

Dar uma destinação adequada a essas sacolas e incentivar o uso das chamadas ecobags tem sido prioridade em muitos países.