O réu Claudiomar Garcia de Carvalho foi condenado por matar Gustavo dos Anjos da Silva, em Várzea Grande. Carvalho seria membro do grupo de extermínio, investigado na Operação Mercenários.
O Conselho de Sentença reconheceu o homem como culpado pelo homicídio ocorrido em 2016. O júri popular foi presidido pelo juiz Flávio Miraglia, na quinta-feira (24).
Durante o julgamento, o réu negou a autoria do crime ou que tivesse entregue a arma ao pistoleiro.
“Diante do exposto e considerando a vontade soberana do Conselho de Sentença, à qual estou vinculado, condeno o réu Claudiomar Garcia de Carvalho à pena privativa de liberdade de 22 anos e 06 meses de reclusão, no regime inicialmente fechado”, diz um trecho da sentença.
O crime ocorreu em frente a uma sorveteria e a vítima foi atingida por 9 tiros. Após o assassinato, o acusado, que forneceu a arma, recolheu e escondeu de novo a pistola usada no homicídio.
“Através das interceptações realizadas mediante autorização judicial, denota-se claramente que antes da consumação do crime o réu e terceiras pessoas planejaram o homicídio, no qual cada um dos componentes envolvidos já tinha tarefa predeterminada, cabendo a Claudiomar o fornecimento da arma que seria utilizada – pistola marca Taurus, modelo PT 59, calibre nominal .380, numeração KBP 20334 – e que já se encontrava em seu poder, devendo novamente guarda-la depois da consumação do crime”, consta em trecho da ação que trata do homicídio.
Segundo a ação, também faziam parte do grupo de extermínio do qual o réu era membro, 6 policiais militares. São eles Helbert de França Silva, Ueliton Lopes Rodrigues, Claudemir Maia Monteiro, Pablo Plinio Mosqueiro Aguiar, Vagner Dias Chagas e Jonathan Teodoro de Carvalho, todos eram lotados em Várzea Grande.



