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Ginseng reduz exaustão de pacientes com câncer, diz estudo

Uma pesquisa nos Estados Unidos concluiu que ingerir grandes quantidades de ginseng, um potente energizante natural e muito conhecido no meio fitoterápico, contribui para reduzir a fadiga e a exaustão em pacientes com câncer.  De acordo com Pesquisadores da Clínica Mayo, os pacientes que passaram dois meses ingerindo diariamente ginseng relataram sentir 20% menos fadiga e exaustão, em comparação às pessoas que receberam placebo.

O estudo, intitulado “Phase III evaluation of American ginseng (panax quinquefolius) to improve cancer-related fatigue: NCCTG trial N07C2”, foi apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Clínica Oncológica, em Chicago, nos Estados Unidos, tendo como autoria Debra Barton, Heshan Liu, Shaker Dakhil, Breanna Linquist e outros.

A pesquisa contou com a participação de 340 pacientes que haviam concluído ou que estavam em tratamento contra um câncer. Num período de oito semanas, parte deles recebeu doses diárias de placebo e o restante dois gramas de ginseng puro em cápsulas. Cada um dos voluntários deveria relatar se sentiam cansaço, desgaste físico e fadiga, medindo a intensidade numa escala de zero a 100.

Nas primeiras quatro semanas, os estudiosos não observaram diferenças significativas na sensação de bem-estar de ambos os grupos. Mas depois de oito semanas, os pacientes que suplementaram com ginseng demonstraram uma melhora significante em relação à fadiga e exaustão, quando comparados com aqueles que tomaram placebo.

Sem grandes efeitos colaterais, os pacientes que utilizaram a raiz informaram sentir os 20% menos de exaustão do que os demais pacientes.  O ginseng é comumente utilizado, principalmente, na medicina tradicional chinesa como um estimulador da energia natural. Esta é a primeira vez que um estudo testa os efeitos da raiz para agir contra a chamada fadiga debilitante, que acomete até 90% dos pacientes com câncer.

Os autores da pesquisa explicam que a fadiga em pessoas com a doença tem relação com o aumento dos níveis de citocina, uma molécula que age como um mensageiro que desencadeia uma inflamação no corpo.

Um outro estudo feito com animais mostrou que o ginseng pode reduzir a quantidade dessa molécula no organismo, por meio de ingredientes ativos do alimento, os chamados ginsenosídeos, o que ajudou a explicar os resultados. A fadiga em pessoas com câncer também está ligada a níveis mal regulados de cortisol, o hormônio do estresse.

O Ginseng

O chamado ginseng chinês foi descoberto na região da Manchúria, na China, há mais de 5 mil anos. Uma curiosidade sobre o nome da planta é que ela vem da palavra chinesa “Renshen”, que significa ‘’raiz do homem’’, pois o vegetal lembra o formato do corpo humano.

No caso dos atletas, por exemplo, ele é muito utilizado como um meio natural de ajudar na performance de diversas modalidades, como a corrida. “O alimento favorece reações bioquímicas ligadas à produção energética do organismo. Ele minimiza o cansaço e ajuda a reduzir ou neutralizar metabólitos que prejudicam a performance do corredor”, destacou Fellipe Savioli, médico do esporte e nutrólogo, em entrevista ao Portal Sua Corrida.

 

 

Redação

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