Usuários do SAE (Serviço de Atendimento Especializado em HIV/AIDS), em Cuiabá, afirmam que o atendimento está prejudicado por falta de profissionais. A situação mais crítica seria a falta de assistente social para acompanhar o tratamento. Esse profissional seria responsável por fazer encaminhamentos e prestar auxílio a pessoas sem condições financeiras de ir ao posto.
“Se um paciente precisar de algum profissional que atende no SAE vai ficar desassistido porque não tem assistente social para fazer o encaminhamento. As mães soropositivas que precisam de lei para amamentar os filhos ficam sem o leite pó deles. Se chegar um paciente em estado de AIDS, ele não é enviado pra lugar nenhum, ele morre”, diz J.C.S., que preferiu não ser identificado.
Conforme os usuários, além de assistente social, considerada a falta mais grave, também não há atendimento de farmacêutico e cardiologista. Esses serviços ainda estariam em intermitência por troca constante de profissionais. Falta insumo. A média de atendimento mensal é de 4,5 mil, conforme os manifestantes.
Eles relatam problemas também na infraestrutura do SAE, com paredes esburacadas, falta de porta de um quarto para outro e situação insalubre. “O prédio físico tem buracos, portas que não fecham, banheiros sem espelhos, descargas que não funcionam, nunca tem copo para beber água, o teto caindo, um calor insuportável, existe recursos da atenção secundária para ter esses profissionais, o que existe é um desmonte explicitamente e claramente do SAE”.
A Secretaria de Saúde de Cuiabá informou que a falta de profissionais no centro ocorre demissão de 25% dos servidores contratados da saúde em janeiro deste ano por determinação judicial. Também ocorre saída pontual de profissionais por melhor oferta salarial. O atendimento, no entanto, não estaria sobrecarregado.