O Ministério Público do Estado (MPE) abriu nove inquéritos para investigar membros do órgão que suspostamente se beneficiaram do esquema de grampos telefônicos operado pela Polícia Militar. Conforme o órgão, as investigações dos nove procedimentos têm caráter preliminar e servirão para avaliar o mínimo de procedência das acusações feitas pelos réus militares nos reinterrogatórios na 11ª Vara Criminal – coronel Zaqueu Barbosa, coronel Evandro Alexandre Lesco e o cabo Gerson Corrêa Júnior.
Hoje (25), o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira designou o promotor de Justiça Amarildo César Fachone para atuar em conjunto com o coordenador do Naco Criminal (Núcleo de Ações de Competência Ordinária), procurador Domingos Sávio de Barros Arruda nos nove procedimentos.
“A medida visa a dar maior celeridade às investigações e, com isso dar uma resposta rápida à sociedade”.
Segundo ele, as “as acusações, em sua grande maioria, foram feitas sem o mínimo de provas, porém, ainda assim serão apuradas e, caso tenham procedência as investigações deverão ser aprofundadas para melhor esclarecimento dos fatos”.
O coordenador do Naco Criminal, procurador Domingos Sávio de Barros Arruda já requisitou a íntegra dos interrogatórios ao juiz da 11ª Vara Criminal, Marcos Faleiros, e eles deverão instruir cada um dos procedimentos investigatórios, sem prejuízo de outras diligências que venham a ser feitas sobre o assunto.
Na terça-feira (23), o procurador-geral foi ouvido pelos deputados estaduais em convite para explicar as denúncias feitas pelos militares. Ele disse que esclareceu aos parlamentares as providências estão sendo tomadas a partir do momento em que foi quebrado o que era de confidencial em relação à delação premiada, cujo conteúdo, envolvendo membros do MPE, deverá ser apurado administrativamente e criminalmente.
“Nós determinamos medidas administrativas na Corregedoria para apurarmos o que de fato aconteceu dentro do Gaeco. O escândalo da Grampolândia aconteceu em Cáceres, e em relação ao Ministério Público vamos averiguar as declarações do cabo Gerson de que dentro do Gaeco haveria a possibilidade de haver grampo. O que o Ministério pode fazer é interceptação telefônica e não grampo”.