Um exame de DNA feito pela Coordenadoria de Perícias em Biologia Molecular, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), confirmou que a ossada encontrada em uma residência no bairro Nova Conquista era de Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos. A jovem foi morta pelo namorado, Adilson Pinto da Fonseca, 48 anos. Após assassinar a vítima, o suspeito enterrou o corpo no quintal de casa.
O material analisado foi extraído do fêmur dos restos mortais da jovem. Após diversos confrontos com o perfil genético dos pais da vítima, foi constatado que o corpo encontrado era mesmo de Talissa. De acordo com a Politec, o material genético de Talissa estava bastante degradado, e que este fator dificultou a identificação da jovem.
A mulher estava desaparecida há seis anos e foi encontrada a três metros de profundidade. O corpo foi retirado com o auxilio de uma retroescavadeira. Na mesma operação, outra ossada foi localizada. A vítima era Benildes Batista de Almeida, 40 anos. Ela também era namorada do assassino e estava desaparecida desde dezembro de 2013.
Os restos mortais de Benildes foram identificados no dia 4 de julho. Ela morava na Espanha e tinha vindo ao Brasil para visitar familiares.
Localização do assassino
A polícia recebeu uma denúncia anônima que levou os investigadores até a casa de Adilson. No local, foi feita uma escavação e um corpo foi encontrado. A ossada era de Talissa.
Pouco depois, o assassino confessou que uma segunda vítima estaria enterrada na residência. As equipes de busca localizaram os restos mortais de Benildes no dia seguinte.
A operação contou com o auxilio do Corpo de Bombeiros, com cães farejadores, Águas Cuiabá e também de um professor de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Adilson foi preso em flagrante, no dia 14 de maio, por homicídio e ocultação de cadáver.
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