Jurídico

Ex-governador Pedro Taques e seu primo negam autoria de grampos ilegais

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) refirma que já pediu para ser ouvido no Ministério Público e na polícia sobre as interceptações telefônicas clandetinas ocorridas durante a sua gestão, caso conhecido como "Grampolândia Pantaneira". 

Taques nega ter autorizado as escutas ilegais. Ele explicou que a delação premiada é instrumento importante para combater crimes, porém o que é falado pelo delator, precisa ser provado.

"Notadamente em se tratando de delações cruzadas, onde, acusados na mesma ação, acusam um terceiro, sem qualquer prova", diz.  Pedro Taques reforça que confia na verdade e na Justiça. "Já pedi pra ser ouvido no Ministério Público e na polícia; ninguém está acima da lei. Quando tomei conhecimento dos fatos investigados, pedi providência, imediatamente", reitera o ex-governador.

O advogado Paulo Taques, ex-secretário-chefe da Casa Civil, afirmou que desde o primeiro interrogatório até este terceiro só trazem versões. "Nenhuma prova. Há mais de dois anos espero para ser ouvido. Tomara que isso ocorra logo, para que eu possa desmentir ponto por ponto do que foi dito contra mim. Isso se não pedirem o quarto interrogatório", ironizou o advogado.

Este é o terceiro reinterrogatório dos acusados, coronéis da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, e Evandro Lesco. Os dois reafirmaram o conhecimento do ex-governador sobre as escutas ilegais. 

Primo do ex-governador, Paulo Taques era o homem de confiança do então gestor até que as denúncias vieram à tona.

Redação

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