Trecho da BR-163, entre Itiquira e Sinop, em Mato Grosso, encerra primeiro semestre de 2019 com redução de 23% de mortes na rodovia, em comparação com os dados de 2018. O levantamento foi realizado pela Rota do Oeste, concessionária responsável pela administração da BR, e ainda aponta a queda de 10% no número de feridos e 6% na quantidade de acidentes com vítimas.
De janeiro a junho de 2018 foram registradas 57 mortes, no mesmo período deste ano foram 44 óbitos. Na comparação entre os semestres dos dois anos, o número de acidentes com feridos caiu de 602 para 565 casos ao longo dos 850,9 quilômetros sob a responsabilidade da Rota do Oeste.
O envolvimento de motocicletas nos acidentes com vítimas é identificado em 54,5% dos casos. Com participação em 34,3% das ocorrências, os automóveis são o segundo tipo de veículos com maior envolvimento, seguidos dos veículos de carga (23,5%).
“Normalmente os acidentes com motocicletas ocorrem nas travessias urbanas, onde os condutores deixam o trânsito da cidade e entram na rodovia sem a observação dos devidos cuidados e, muitas vezes, descumprindo as normas do Código de Trânsito Brasileiro, o CTB”, diz Wilson Ferreira, gerente de Operações da Rota do Oeste.
Ferreira declara que os dados no novo levantamento são positivos de demonstra que motoristas estão mais atentos e cautelosos. “Nós trabalhamos para que os números sejam cada vez menores. A queda é relevante, mas ainda há muito o que fazer. Para continuar esta redução ao longo do ano, contamos também com a conscientização dos condutores”.
Entre os fatores que favorecem a queda no número de óbitos, o gerente cita a fiscalização permanente realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manutenção do trecho sob concessão, além de intervenções viárias como a realizada na travessia urbana de Sorriso e a oferta de socorro imediato a quem se envolve em acidentes por meio das 18 ambulâncias da Concessionária, sendo que cinco são consideradas Unidades Tratamento Intensivo (UTIs).
“Sabemos que a assistência médica rápida e eficiente é fundamental para salvar vidas. Por isso, contamos com equipes treinadas para estas situações, minimizando as chances de um agravamento no estado de saúde e até mesmo diminuindo o risco de morte das vítimas”, finaliza.