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Coronéis da PM sabiam da entrada de freezer na PCE, afirma subtenente da Rotam

Em depoimento a Justiça, na audiência de custodia realizada no dia 18 de junho, o subtenente da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), Ricardo de Souza Carvalhaes Oliveira, preso pela Operação Assepsia, da Polícia Civil, afirmou que coronéis da Polícia Militar sabiam da entrada do freezer com aparelhos celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Ele confirmou para a juíza da Sétima Vara Criminal, Ana Cristina Mendes, que houve uma reunião no Comando Regional de Polícia Militar de Cuiabá com a participação do comandante da unidade, coronel Wankley Correa Rodrigues, e o comandante da Diretoria de Agência Central de Inteligência, tenente-coronel Fábio Souza Andrade e o diretor da PCE, Revétrio Francisco de Souza.

O objetivo do encontro, segundo Ricardo, era facilitar a entrega de um freezer para o líder de uma facção criminosa. O subtenente disse ainda não saber que o eletrodoméstico estaria carregado com celulares, fones de ouvido, carregadores e chips telefônicos camuflados na porta do aparelho.

O coronel e o tenente-coronel  não se pronunciaram sobre as declarações do subtenente da Rotam.  

O site Hipernotícias divulgou um vídeo com as declarações do militar durante a audiência de custódia.

Operação Assepsia

O flagrante ocorreu no dia 6 de junho, quando um homem chegou a PCE e disse que entregaria um freezer na unidade. Na oportunidade, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso informou que, ao ser questionado sobre a nota fiscal do aparelho, o entregador disse que não a teria e saiu do local rapidamente, deixando somente o eletrodoméstico na frente do complexo.

Desconfiados da ação, os agentes conseguiram identificar um compartimento falso na porta do aparelho, onde estavam escondidos telefones, fones de ouvidos, chips e carregadores.

Equipes da GCCO estiveram na PCE e, no entanto, verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico, o que fez aumentar as suspeitas quanto a participação da administração do complexo prisional no caso.

As investigações comprovaram também que, duas horas antes do freezer ser apreendido, os diretores do presídio e os militares envolvidos participaram de uma longa reunião a portas fechadas com um dos líderes da organização criminosa, na sala da direção.

Redação

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