A pequena Sophia Victoria, cinco anos, foi diagnosticada aos três anos de idade com Leucemia Linfoblástica Aguda – tipo B- e precisa de doação de medula óssea. Apesar de todo o tratamento dos últimos dois anos, a doença voltou mais forte.
Rosangela Silva é a mãe da criança e contou ao Circuito Mato Grosso que com dois anos a Sophia sentia muitas dores no corpo e no abdômen, mas os médicos não a diagnosticavam. Entre exames e consultas, se passaram cinco meses e vários médicos. “Eles falavam que ela não tinha nada, enquanto ela morria de dor no corpo. A única coisa que não apareceu nela foram as manchas roxas que geralmente aparecem. O exame de sangue dava alterado, mas eles só falavam que ela tinha alguma infecção, mas sem saber de onde era”.
A mãe da criança conta que os vários médicos apenas receitavam antibióticos e a sorte dela é que eles também indicavam remédios corticoides. “Eles foram incompetentes, estavam vendo que a criança estava doente e deveriam ter feito uma investigação melhor. Eles também falaram que ela não tinha nada, que era manha. Mas Deus colocou a mão na cabeça deles e eles passaram esse remédio, que é usado também no tratamento contra a leucemia e mata as células doentes”.

Atualmente Sophia faz seu tratamento no Hospital do Câncer, em Cuiabá, e realiza sessões de quimioterapia. O tratamento já havia se encerrado em dezembro de 2018, repleto de medicamentos, quimioterapia e injeções, mas em março os exames apontaram a volta da doença.
Segundo Rosangela, quando o tratamento acaba, a doença tem que ficar no mínimo seis meses sem dar sintomas, caso volte após esse período o tratamento é retomado. Mas no caso de Sophia, voltou muito antes do período necessário. A única saída é o transplante de medula óssea.
Que puder se cadastra no banco de medula óssea deve procurar o MT Hemocentro da Capital, localizado na rua 13 de junho, e a doação de plaquetas no Hospital do Câncer, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, com horário marcado neste último. A família também pede por doação de sangue que pode ser realizado na Santa Casa de Cuiabá.
“A pessoa que pretende ser um doador de medula realiza primeiramente um cadastro e ai será recolhido 5 ml de sangue”, explica Silvana Salomão, representante do Hemocentro de Cuiabá.
De acordo com ela, após esse sangue ser coletado, será realizado um exame para testar e identificar o genótipo desse doador. Após esse procedimento, os dados serão inseridos em um banco de dados mundial. O doador pode salvar a vida de qualquer pessoa no planeta.
A compatibilidade será testada entre o doador e o receptor, caso os resultados sejam positivos, novos exames serão realizados. E caso não tenha nenhum problema, o doador será internado e tudo isso é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Silvana explica que para a doação, o doador será anestesiado e será feito uma punção da medula óssea. Isso é feito no tutano do osso e geralmente na região do quadril, não na medula espinhal, como muito se propaga. Além disso, a realização do procedimento de doação não causa efeitos colaterais, de acordo com ela.



