Jurídico

Pinheiro garante lisura no uso de verba indenizatória e Botelho nega ‘nota fria’

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) garantiu, por meio de nota, que prestou contas da aplicação da verba indenizatória recebida enquanto exercia mandato de deputado estadual. Pinheiro foi um dos 14 denunciados nesta terça-feira (26) pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de desvio do recurso.

Emanuel Pinheiro afirmou que recebeu com ‘estranheza’ a denúncia e que não iria se pronunciar porque ainda não havia tido acesso aos autos.

O suposto esquema, apurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) na Operação “Dejá vú”, teria ocorrido entre 2012 e 2015 gerando uma prejuízo estimado de R$ 600 mil e ao erário.

Além de Emanuel Pinheiro, foram denunciados o atual presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), o deputado Ondanir Bortolini "Nininho" (PSD), e os ex-deputados José Geraldo Riva, Wancley Charles Rodrigues de Carvalho e José Antônio Gonçalves Viana.

Completam o grupo Renata do Carmo Viana Malacrida, Tschales Franciel Tschá, Camilo Rosa de Melo e Ricardo Adriane de Oliveira, Hilton Carlos da Costa Campos, Vinícius Prado Silveira, Geraldo Lauro e Ivone de Souza,

“O prefeito Emanuel Pinheiro esclarece que ainda não obteve acesso à noticiada denúncia ofertada pelo MPE/MT referente a operação Deja vú. De qualquer maneira, a notícia do protocolo da denúncia foi recebida com estranheza, pois o então deputado Emanuel Pinheiro cumpriu todas as exigências legais que norteavam o uso das verbas indenizatórias”, diz a nota.

O ex-deputado e hoje prefeito de Cuiabá ainda disse acreditar que o processo judicial esclarecer os fatos. “Será o instrumento para demonstrar a verdade e, ao final, restará provado a lisura e o regular trato do dinheiro público por parte do prefeito Emanuel Pinheiro”.

O presidente da AL, Eduardo Botelho, também disse ter prestado contas da verba indenizatória e acreditar que a denúncia não será acatada pelo Judicário. Ele ainda garantiu que não apresentou nota fria no valor de R$ 7.143,00 com acusa o MPE.

 “Não existe essa nota prestando conta. Mas, mesmo assim, o MPE decidiu que deveria denunciar. Vamos oferecer nossa defesa e eu tenho certeza de que não vai ser aceita essa denúncia”, declarou Botelho durante sessão da AL na noite desta terça-feira (26).

O deputado Nininho também se manifestou sobre a denúncia nesta quarta-feira. Em nota ele diz que ainda não foi notificado sobre a ação, mas “adianta que todas as notas são autênticas, e que os produtos foram entregues e pagas dentro da legalidade, e que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo”.

Texto atualizado às 15h20 para acréscimo de informação

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Redação

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