O horário de verão de 2018, que começou no dia 4 de novembro, termina neste domingo (17). Com isso, os moradores de 10 estados e do Distrito Federal devem atrasar o relógio em uma hora. A mudança de horário pode afetar a rotina de muitas pessoas e deixar o organismo 'desregulado'. O G1 conversou com um médico especialista em sono que deu dicar de como amenizar os efeitos da mudança de horário.
O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal).
À meia-noite de domingo (17), os moradores dessas regiões deverão atrasar o relógio em uma hora. Segundo o médico neurologista e especialista em distúrbio do sono, Faustino Pacheco, diretor do Instituto do Sono de Santos, no litoral de São Paulo, é muito mais fácil se acostumar com o retorno ao horário normal do que quando mudamos o relógio para o horário de verão.
"Quando entramos no horário de verão, o organismo demora de 9 a 10 dias para se adaptar. É um processo mais demorado, estamos acordando mais cedo. Quando voltamos para o horário regular, essa fase de adaptação demora de 3 a 4 dias somente", explica o médico.
Mesmo assim, muitas pessoas ainda sentem dificuldade e, segundo ele, a faixa etária mais afetada por essas consequências é a melhor idade. "Os idosos dormem menos naturalmente e o organismo deles é mais lento. Por isso, é natural que eles demorem mais pra se adaptar. Os jovens muitas vezes nem sentem a mudança", conta.
Para o especialista, quem sente os efeitos da mudança precisa se programar. "O cérebro e o organismo demoram cerca de três dias para organizar o relógio biológico. A pessoa que tem dificuldade na adaptação, precisa se preparar para dormir mais cedo alguns dias antes para já ir treinando o cérebro."
O Horário Brasileiro de Verão foi instituído pelo então presidente Getúlio Vargas, pela primeira vez, entre 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Sua adoção foi posteriormente revogada em 1933, tendo sido sucedida por períodos de alternância entre sua aplicação ou não, e também por alterações entre os Estados e as regiões que o adotaram ao longo do tempo.
Este ano, o horário de verão foi encurtado – começou mais tarde. Antes, ele se iniciava no terceiro domingo de outubro. Em dezembro de 2017, o presidente Michel Temer assinou decreto que encurtou a duração do horário de verão, atendendo a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, para que o início do horário de verão não ocorresse entre o primeiro e o segundo turno da eleição.
O Palácio do Planalto chegou a informar em 2018 que, a pedido do Ministério da Educação, a entrada em vigor do horário seria adiada para dia 18 de novembro, a fim de não prejudicar provas do Enem, mas acabou decidindo manter a data de 4 de novembro.
As mudanças na data de início do horário de verão chegaram a causar confusão. No dia 15 de outubro, usuários de telefone celular reclamaram da mudança automática do horário em seus aparelhos para o horário de verão.
No Twitter, muitos consumidores reclamaram ter perdido uma hora de sono em pleno retorno de feriado e cobraram explicações da TIM.
Na semana seguinte, mais clientes de operadoras de celular passaram pela mesma situação, em que os relógios de seus aparelhos foram adiantados de forma automática para o horário de verão.



