Em Diário Oficial que circulou nesta quarta-feira (13) o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, prorrogou por mais 20 dias o prazo para a conclusão dos trabalhos do Conselho de Justificação, que irá decidir se a tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps, continuará ou não no Corpo de Bombeiros.
O prazo de 20 dias passou a contar no dia 04 de fevereiro e encerra no dia 24 deste mês. Ledur terá no Conselho de Justificação, a avaliação de sua conduta militar e sobre o ocorrido no o 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do estado de Mato Grosso, onde ela era instrutora de uma modalidade no curso, que acabou ceifando a vida do aluno soldado Rodrigo Patrício Lima Claro, 21.
O Conselho de Justificação estava parado desde o ocorrido e devido aos mais de 10 atestados médicos que a oficial apresentou junto ao Corpo de Bombeiros alegando problemas de saúde, com isso, a militar não foi julgada até o momento.
Ledur terá direito a defesa e provar que as provas colhidas durante o processo não prejudicou a imagem da instituição e sua conduta não está fora do regimento interno.
Depois disso, o parecer é encaminhado ao governador do estado que irá avaliar o resultado do conselho, e a partir dai optar pela exoneração ou não da oficial. Caso o chefe do Estado ache que ainda faltam documentos, o conselho pode ser reaberto.
Dia 10 de novembro de 2016 e o cenário era a Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Alunos realizavam treinamento do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Depois de sofrer uma sessão de tortura com caldos e humilhações, Rodrigo teria engolido muita água e vomitou bastante na beira do lago. Ele alegou estar sentindo fortes dores na cabeça e pediu para ser liberado, indo por conta própria até a Policlínica do bairro Verdão, onde recebeu o primeiro atendimento, e ali se notou que a situação do jovem era gravíssima.
O jovem Rodrigo morreu após cinco dias internado no Hospital Jardim Cuiabá, na capital. Ele deu entrada no hospital com aneurisma cerebral.
O jovem já havia comunicado sua mãe sobre a conduta da oficial com ele. Rodrigo afirmara que ocorreram outros casos e que as sessões de afogamento eram comuns. Outros alunos que estiveram no curso confirmaram a perseguição da tenente com o então aluno.
Rodrigo, no dia da aula na Lagoa Trevisan, horas antes chegou a enviar uma mensagem no celular de sua mãe relatando que estava com medo da aula e de Izadora Ledur, que estava pressentindo que algo não acabaria bem naquela tarde. Desde então a família busca por justiça e luta pela condenação da tenente.
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